10 anos do desastre de Fukushima, no Japão

Por SOMOS Educação

Em  2011, um desastre triplo castigou o Japão. Um terremoto tão intenso quanto o do Oceano Índico, mas desta vez no Pacífico, provocou um tsunami devastador, tão devastador que provocou um acidente nuclear na usina de Fukushima, 260 quilômetros ao norte de Tóquio.  Mais de 18 mil pessoas foram mortas pelo tsunami, e o acidente em Fukushima forçou a retirada de 160 mil pessoas que moravam nas imediações.

Essa foi a maior catástrofe enfrentada pelo Japão desde as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, em 1945.

Uma década depois

Hoje, dez anos após a tragédia, mais de 30 mil pessoas ainda não conseguiram voltar para suas casas na província de Fukushima, devido aos riscos da radiação. Três províncias foram duramente atingidas pelos desastres naturais de 2011: Fukushima, Iwate e Miyagi.

Além disso, Fukushima ainda enfrenta diversos impasses: o destino da água e da terra contaminadas pela radiação, o futuro de milhares de desabrigados e o desfecho para famílias com pessoas desaparecidas até hoje.

Radiação

O colapso da usina provocou o vazamento de material radioativo por diversas cidades, o que deixou milhares de desabrigados “oficiais” e “não-oficiais”. Os oficiais são aqueles que foram ordenados a deixar suas casas às pressas após a catástrofe:  de acordo com dados de 2012, mais de 160 mil pessoas foram evacuadas, no primeiro levantamento feito pela província. Os não-oficiais são os que decidiram fugir por conta própria antes da ordem das autoridades, movidos pelo medo da radiação.

Desastre em Fukushima (Foto: Reprodução)

Autoridades foram liberando algumas áreas para retorno dos antigos moradores ao longo desses da década. No entanto, de acordo com os dados do governo de Fukushima de dezembro de 2020, ainda há mais de 36 mil pessoas vivendo na condição de evacuados – ou, como ativistas preferem designar, “refugiados nucleares”, pois as áreas onde moravam ainda não foram liberadas e não se sabe se um dia serão.

Todos os japoneses que deixaram seus lares sem ordens expressas de evacuação muitas vezes são invisíveis às políticas de reconstrução, como a possibilidade de reivindicar indenizações financeiras.

Nova política

 No Japão, o governo aprovou uma diretriz que determina que as operações da agência da reconstrução sejam estendidas por mais dez anos, até 2031, a um custo estimado em US$ 15 bilhões (o equivalente a quase R$ 90 bilhões). Cuidados com o bem-estar psicológico da população e a instalação de centros de ciência e educação para revitalizar a região estão entre os pontos da nova política.

Ou seja, na teoria, o assunto é tido como prioridade máxima do governo japonês. Nas palavras do premiê Yoshihide Suga, sem reconstruir Fukushima, a região nunca será restaurada; e sem restaurar a região, o Japão jamais será revitalizado.

Fukushima: cidade fantasma (Foto: Reprodução)

Fotos: Divulgação

REFERÊNCIAS

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/03/10/dez-anos-apos-desastre-de-fukushima-japao-tem-mais-de-30-mil-refugiados-nucleares.ghtml

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55943220

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