A arte durante o isolamento social

Por SOMOS Educação

O humano é um ser social. Desse modo, a solidão e o isolamento são sempre vistos como elementos prejudiciais, a exemplo da prisão, do exílio e da quarentena – como a que vivemos no momento. Entretanto, em tudo existe a sombra e a luz.

A partir de períodos de isolamento, grandes obras de arte, como livros, pinturas e peças de teatro surgiram. Para trazer à luz alguns exemplos inspiradores, levantamos obras de artistas de diferentes países e contextos. Confira!

Artistas do isolamento

Graciliano Ramos, brasileiro

(Foto: Divulgação)

O escritor alagoano Graciliano Ramos contou, em ‘Memórias do Cárcere’, as vivências como prisioneiro político de Getúlio Vargas. Na época, Graciliano já era um escritor consagrado e passou por várias prisões por ser um opositor ao governo vigente.

As experiências do autor em isolamento fizeram com que ele refletisse sobre o Estado brasileiro pela perspectiva de quem vive sob o caráter brutal da justiça no Brasil.

Albert Camus, franco-argelino

(Foto: Divulgação)

O escritor e filósofo Albert Camus foi pela maior parte de sua vida uma pessoa solitária. Ele se viu recluso primeiro por conta de uma tuberculose, que teve desde os 17 anos, e depois se habituou a essa condição diante da Segunda Guerra Mundial. 

Um de seus livros mais famosos, ‘A Peste’, foi escrito em um desses períodos de reclusão e solidão. A narrativa aborda a luta de um médico envolvido nos esforços para combater uma epidemia que causa desespero na cidade de Orã, na Argélia. A obra, inclusive, voltou às listas dos mais vendidos deste ano – não à toa!

Frida Kahlo, mexicana

(Foto: Divulgação)

A icônica pintora Frida Kahlo também teve sua arte inspirada por momentos de reclusão. Após um acidente que sofreu aos 18 anos, a artista passou por várias cirurgias a fim de reconstruir partes do seu corpo, o que levou meses de recuperação.

Durante esse período, a pintura surgiu como uma válvula de escape. Ela, então, pintou diversos autorretratos ao se olhar diante do espelho. 

William Shakespeare, britânico

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(Foto: Divulgação)

Um dos maiores, senão o maior, dramaturgo da história, o inglês William Shakespeare também viveu uma pandemia. Trata-se da peste bubônica, que atingiu Londres entre 1603 e 1613. 

Com vários teatros fechados por meses devido à quarentena, o autor esteve no apogeu de sua criatividade e escreveu obras como ‘O Rei Lear’.

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Referências

https://vogue.globo.com/Vogue-Gente/noticia/2020/04/solidao-artistas-de-diferentes-geracoes-tem-o-isolamento-em-comum.html

https://jornal.usp.br/cultura/de-camus-a-frida-kahlo-escritores-e-artistas-criaram-obras-primas-no-isolamento/

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