A polêmica da vacinação: por que o assunto voltou para as capas dos jornais?

Por SOMOS Educação

Você certamente já ouviu falar alguma coisa sobre a polêmica das vacinas, não é mesmo? Já faz alguns anos que surgiu um movimento – impulsionado pelas redes sociais – em que grupos resistentes à aplicação de vacinas contra doenças, até então já controladas, afirmam que elas são ineficazes, e, até mesmo, acabariam originando outras doenças.

Um perigo eminente

A polêmica não se restringe apenas ao Brasil. Infelizmente, em todo o mundo tem crescido assustadoramente o número de pessoas que acreditam em tais afirmações. Há quem diga, inclusive resgatando antigas crendices, que a vacinação é uma forma de controle do governo sobre a população. Tolices à parte, a disseminação das fake news a respeito da importância das vacinas tem complicado a saúde pública em diversos países do mundo.

O ato de vacinar não deveria ter se tornado uma escolha pessoal. Porque ela não influencia somente na saúde de quem opta por não se imunizar mas, antes sim, na saúde pública de todo um país. A prova disso são as epidemias de doenças já controladas em países da Europa e América. Infecções que pareciam perdidas no tempo voltaram a nos assombrar. Doenças como o sarampo atingiram mais de quarenta países europeus nos últimos anos.

A importância de esclarecer

Tome-se como exemplo a morte do neto do ex-presidente Lula no dia 1º de março. A notícia de que ele havia falecido de Meningite B fez a procura pela vacina aumentar drasticamente em clínicas particulares de todo o Brasil. O caso chamou atenção ainda pela rapidez com que a doença evoluiu. No País, tem reaparecido casos de sarampo, catapora, hepatite e febre amarela, entre outros.

Mês passado a Itália aprovou a chamada lei Lorenzin, batizada em homenagem à ex-ministra da Saúde Beatrice Lorenzin, e que impõe que as crianças devem receber uma série de imunizações obrigatórias antes de frequentar a escola. Elas incluem vacinas contra catapora, poliomielite, sarampo, caxumba e rubéola. De acordo com as novas regras, crianças com idade até seis anos serão excluídas do berçário e jardim de infância sem comprovação de vacinação.

Esta semana, Massimiliano Fedriga, o principal porta-voz do movimento antivacinas na Itália, foi internado às pressas e mudou sua opinião após ficar doente. “Ironicamente”, segundo o jornal italiano La Repubblica, “ele contraiu uma das doenças de cuja vacina pedia o fim”, a catapora.

Não dê bobeira e fique atento: todo o cuidado é pouco! Mantenha sempre atualizada a carteirinha de vacinação das crianças. Na dúvida, procure o posto de saúde mais próximo.

Fotos: DepositPhotos
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