Aos 13 anos, brasileiro é o primeiro sul-americano no maior concurso de violino do mundo

Por SOMOS Educação

A se acreditar nos prognósticos o futuro do jovem brasileiro Guido Sant’Anna no universo da música clássico tem tudo para ser brilhante. O jovem de 13 anos acaba de se tornar o primeiro sul-americano a ser convidado para participar da Competição Menuhin, em Londres, a mais renomada premiação do mundo para violinistas. Ele foi um dos seis finalistas entre 317 músicos, de 51 nacionalidades.

“Comecei a gostar de música clássica porque me acalmava”

Talento precoce

Guido Sant’Anna começou a tocar violino aos 5 anos, influenciado pela mãe, filha de um pianista. Teve as primeiras lições com a mãe e com os irmãos, até ser aceito como aluno da professora Elisa Fukuda. Aos nove anos começou a se apresentar em público. Seu primeiro concerto foi com o regente Júlio Medaglia. Ele também tocou com o maestro João Carlos Martins. Os dois têm apostado no talento de Guido, que descobriram ainda muito jovem.

Guido conta com uma bolsa de um mecenas estrangeiro

Um dos finalistas do programa “Prelúdio”, da TV Cultura, uma espécie de show de calouros da música erudita, em 2014, o menino participou das apresentações do balé “O Quebra Nozes”, da companhia Cisne Negro. De lá para cá várias outras oportunidades surgiram.

Incentivo importante

De origem humilde, Guido conta com uma bolsa de um mecenas estrangeiro que não quer ser identificado. É graças aos recursos que recebe que o garoto consegue custear os estudos de violino, seus deslocamentos e parte da despesa doméstica da família.

O brasileiro de 13 anos impressionou tanto o júri de músicos profissionais do concurso que eles decidiram presentear o aluno com um novo instrumento – que veio bem a calhar, já que o antigo violino de Guido não era exatamente apropriado para impressionar audiências em grandes salas de concerto ao redor do mundo. A partir de agora ele passa a se apresentar com um Cremona de 1833. Não é dado, mas emprestado pelo tempo que for necessário.

O ofício de luthier em Cremona, pequena cidade italiana que fabrica desde o século 16 alguns dos melhores violinos do mundo, é considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO desde 2012. Poucos instrumentos se igualam aos violinos da lá.

Com o famoso violinista Itzhak Perlman

Comecei a gostar de música clássica porque me acalmava”, diz Guido. Seus compositores preferidos são o austríaco Mozart, o alemão Mendelssohn e o russo Tchaikovsky.

Fotos: Facebook/Reprodução

 

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