Arte e vida se misturam no circo

Por SOMOS Educação

O CIRCOS – Festival Internacional Sesc de Circo – chega à sua quinta edição este ano e apresenta, de 13 a 23 de junho, um panorama diversificado da produção artística do circo contemporâneo, contemplando espetáculos nacionais e internacionais, em diversos espaços do Sesc, além de intervenções e ações formativas para todos os públicos. Trata-se de um evento que irá agradar tanto crianças quanto adultos.

Oportunidade imperdível

Representantes de 19 países se apresentam em 14 unidades do Sesc nas cidades de São Paulo e Guarulhos. São companhias circenses brasileiras e internacionais com espetáculos, intervenções, filmes e atividades formativas misturando acrobacia, malabarismo, equilibrismo, palhaçaria e ilusionismo. Muitos dos espetáculos já receberam diversos prêmios internacionais. Várias destas companhias nunca se apresentaram no Brasil.

A magia do circo. Foto: Hamish McCormick/Divulgação

Destaques internacionais

Entre os highlights do evento está a companhia de dança Gandini Juggling, do Reino Unido, que apresentará o espetáculo Smashed, que rompe fronteiras entre circo, teatro e dança, em uma montagem que aborda os conflitos gerados pelos jogos de poder. A tensão cresce com o desenrolar do espetáculo e ganha conotação de gênero, sugerida desde a composição do elenco. São duas mulheres e sete homens, que tentam dominar a situação.

Festival é para adultos e crianças. Foto: Hamish McCormick/Divulgação

Maçãs são o principal acessório dos números de malabarismo. Encenando movimentos repetitivos, os artistas as manipulam durante todo o espetáculo até o final catártico, quando entram em cena bules e xícaras, numa referência ao hábito britânico de beber chá. A trilha sonora alterna música pop e erudita.

Do outro lado do mundo

Da Austrália vem o grupo Gravity & Other Myths, que trará o espetáculo Backbone (Coluna vertebral), que trata da força em suas diferentes facetas. O vigor físico é visível nos diversos números de acrobacia, que levam o corpo ao limite. A iluminação traz dramaticidade e emoldura as sequências acrobáticas, nas quais tudo parece estar por um fio. O risco, inerente à atividade circense, é sentido, por exemplo, quando um artista sobe numa pirâmide humana de quase quatro metros de altura, por meio de um salto mortal. A música ao vivo, composta especialmente para o espetáculo, tem batida eletrônica e pontua cada movimento com precisão.

Foto: Gandini Juggling/Divulgação

Além deles há ainda o Grupo Acrobático do Tanger, no Marrocos, com o show Halka (A Energia do Círculo). O espetáculo marroquino ressignifica essa modalidade artística tradicional com o objetivo de desafiar, atualizar e valorizar a tradição acrobática.

Numa referência ao modo como as antigas performances de rua eram apresentadas no Marrocos, os números seguem formas circulares (halka significa “a energia do círculo”). “Eles reverenciam o conhecimento passado de geração a geração e o contextualizam com referências da sociedade atual”, diz Sanae El Kamouni, diretora da companhia. As tensões entre tradição e modernidade são representadas também pela disputa entre gêneros, como no momento em que uma mulher tenta comandar o grupo, mas é destituída por um homem.

Foto: Richard Haughton/Divulgação

Serviço

Veja a programação completa em https://circos.sescsp.org.br/. É possível ainda baixar um PDF para acompanhar datas, horários e locais: https://s3-us-west-2.amazonaws.com/circo-dev-hm-prd/wp-content/uploads/2019/05/21165725/grade-programacao.pdf

Fotos: Hamish McCormick, Richard Haughton e Gandini Juggling /Divulgação

 

 

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