Baleia Azul e depressão: atenção, educadores!

Casos recentes de suicídio entre crianças e adolescentes tendo como pano de fundo o jogo virtual de desafios Baleia Azul têm deixado pais em constante alerta, em todo o mundo. As investigações realizadas até o momento revelaram que grande parte das vítimas apresentava sinais e tendências à depressão. Para conter o avanço desse perigo, tão fundamental quanto o cuidado dos pais é vigilância de professores e gestores escolares.

A internet pode ser uma válvula de escape da realidade para crianças e adolescentes com depressão.
A internet pode ser uma válvula de escape da realidade para crianças e adolescentes com depressão.

Isolamento, irritabilidade, rebeldia e melancolia são algumas das características que podem indicar um quadro de depressão em crianças e jovens. Parte desses problemas pode se desenvolver ainda na escola, em alunos que sofrem com o bullying. Por isso, os educadores devem ficar de olho.

Para Trajano Júnior, professor do Colégio GEO em João Pessoa (PB), atualmente os jovens têm mais desafios pessoais e menos preparo para lidar com situações cotidianas. ‘‘Com o aumento das pressões, crianças e adolescentes se isolam e procuram na internet distrações como válvula de escape. E, ao terem apenas na virtualidade uma percepção de mundo, são atraídos facilmente pela curiosidade. Soma-se o desgaste emocional e, em muitos casos, a falta de atenção dos pais e temos uma pessoa vulnerável a jogos mortais como o Baleia Azul”, comenta Trajano.

Em sala de aula

O educador tem totais condições de observar as mudanças de comportamento desses jovens. “A falta de atenção em sala de aula além do normal, o não cumprimento de obrigações como a lição de casa e notas baixas frequentes podem sinalizar algo”.

Ao menor sinal de suspeita ou identificação da depressão, cabe à escola chamar os pais e compartilhar o que acontece para, juntos, enfrentarem o problema. O educador explica: “em parceria com a família, pode-se entender melhor o que está acontecendo com o jovem e construir juntos uma solução, com acompanhamento psicológico, muito acolhimento e, claro, muito amor”, conclui.

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Um comentário em “Baleia Azul e depressão: atenção, educadores!

  • 12 de julho de 2017 em 17:44
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    Percebemos essa ocorrência, em nossa escola, chamamos imediatamente os pais e orientamos. Pais acolheram a orientação da escola e tudo ficou muito bem resolvido.

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