Brasil tem 8,9 milhões de jovens fora das universidades e EAD cresce 17,6%

Por SOMOS Educação

Divulgado recentemente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Censo da Educação Superior relativo ao ano de 2017 mostrou que o Brasil tem 8,9 milhões de jovens de 18 a 24 anos que terminaram o ensino médio e não continuaram os estudos. Das 7,9 milhões de novas vagas de graduação oferecidas em 2017, apenas 36,3% foram ocupadas.

“Não estão cursando um curso superior, seja ele tecnológico, seja licenciatura ou bacharelado. Nós precisamos avançar em acesso”, avaliou o ministro da Educação, Rossieli Soares, na entrevista coletiva de apresentação do censo.

A pesquisa contabilizou 8.286.663 alunos de graduação no país no ano passado. Desses, 6,5 milhões estão matriculados em cursos presenciais, número que caiu 0,4% de 2016 para 2017. Além disso, há outros 4.248 estudantes em cursos sequenciais de formação específica, como o de recursos humanos, por exemplo, que duram em média dois anos e conferem ao estudante um diploma de nível superior e acesso a cursos de especialização, com exceção dos cursos de mestrado e de doutorado.

Apesar da queda no número total de alunos matriculados em cursos presenciais, dos 3,2 milhões de novos alunos registrados no ensino superior em 2017, a maioria (2,1 milhões) optou pelo ensino presencial, o que representa um aumento de 0,5% em relação a 2016. A maior parte dos estudantes está matriculada em instituições de ensino privadas, com 75,3% das matrículas.

Ensino a distância (EAD) tem maior salto desde 2008

Outra novidade do Censo foi a expansão dos cursos de ensino a distância (EAD). Em comparação com os dados de 2016, o ano de 2017 teve um aumento de 17,6% no número de estudantes matriculados em graduação a distância no Brasil. Trata-se do maior avanço registrado desde 2008. Os estudantes do EAD chegaram a quase 1,8 milhão em 2017, o que equivale a 21,2% do total de matrículas em todo o ensino superior.

O número de cursos desta modalidade no país também aumentou. Passou de 1.662 em 2016 para 2.108 em 2017, expansão de 26,8% e maior crescimento desde 2009, quando a oferta de cursos passou de 647 até 2008 para 844 cursos. Dentre os alunos que ingressaram no ensino superior no ano passado, cerca de três a cada dez se matricularam em um curso EAD. Esse percentual aumentou 27,3% entre 2016 e 2017.

“EAD ou presencial, ambas modalidades são possíveis e são importantes, considerando a realidade, a forma de acesso. Mas é importante também que se trabalhe sempre dentro de uma perspectiva de qualidade seja ela presencial ou a distância, observada a regulação”, ponderou o ministro Rossieli Soares.

O número de estudantes que optaram pela graduação a distância aumentou ainda mais na rede pública. O índice cresceu 35% de 2016 para 2017, o primeiro avanço desde 2012. Na rede privada, o crescimento foi de 16%. Ainda na rede pública, o EAD também fez aumentar a quantidade de calouros, algo que não acontecia desde 2014. Entre 2016 e 2017, os ingressantes nessa modalidade mais que triplicaram, passando de 24,5 mil para quase 87 mil.

Só no ano passado, o EAD contribuiu para que 3,2 milhões de alunos ingressassem em cursos de graduação no Brasil, 240 mil a mais do que em 2016. Dos novos estudantes, 2,6 milhões escolheram se matricular em uma das mais de duas mil instituições privadas do país.

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Foto: Depositphotos
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