Censo Escolar 2017: aumento de alunos no ensino integral e queda na educação básica

Por SOMOS Educação

O número total de alunos matriculados no ensino médio integral em todo o país registrou crescimento no ano passado na comparação com o ano anterior. A informação é do Ministério da Educação (MEC), que divulgou recentemente o Censo Escolar 2017, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Ao todo, 7,9% dos estudantes frequentaram essa modalidade de ensino no ano passado, 1,5% mais que em 2016. Apesar do crescimento, o número ainda foi considerado aquém. A meta do governo para este ano é alcançar o índice de 13% em tempo integral. É considerado em período integral o estudante que passa em média sete horas diárias, seja em aulas ou em atividades.

Cresce presença no ensino integral

Vale destacar que o aumento da permanência do estudante na escola é um dos principais objetivos da Reforma do Ensino Médio, sancionada pelo presidente Michel Temer no ano passado.

O ensino fundamental também registrou crescimento desse indicador. Saltou dos 9,1%, em 2016, para 13,9%, em 2017.

Menos matrículas

O Censo Escolar 2017 também revelou uma pequena diminuição no número de matrículas na educação básica do país. Na comparação com o ano anterior, a queda foi de 200 mil alunos no sistema educacional (48,6 milhões em 2017; 48,8 milhões em 2016). Desse total, 7,9 milhões de matrículas são no ensino médio, contra 8,1 milhões na mesma modalidade em 2016.

O MEC justifica a queda – que se repete nos últimos anos – pelo fato de haver menos alunos entrando no ensino fundamental (de 2013 a 2017 houve redução de 14,2% no número de matrículas do 9º ano), bem como por haver menos estudantes reprovados (no mesmo período, a taxa de aprovação subiu 2,8%).

Escolas públicas e privadas: diferenças estruturais

Ao detalhar o universo das instituições de ensino, o Censo destaca não só o tamanho da representatividade de escolas públicas e particulares, como também importantes diferenças estruturais entre elas.

São de responsabilidade dos municípios 61,3% das escolas de educação básica; outras 16,6% são estaduais e 0,4% sob responsabilidade federal. Os colégios privados representam 21,7% do total desse universo.

Biblioteca: diferença entre públicas e privadas

Com relação às diferenças de infraestrutura, as escolas particulares disponibilizam condições muito melhores. De acordo com o Censo Escolar 2017, no ensino fundamental, enquanto apenas 38,9% das escolas da rede municipal têm bibliotecas, na rede particular esse índice é de 82,2%. A diferença é ainda maior na disponibilização de laboratório de ciências. Somente 3,3% da rede pública oferece, enquanto 26,6% das escolas privadas oferece esse importante espaço para a construção do conhecimento.

A internet, recurso cada vez mais recomendado em sala de aula, é possível em 52,6% da rede pública. Já no ensino particular, o índice salta para mais de 90%.

Foto: Shutterstock

 

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