Chile abre a primeira escola para crianças trans da América Latina

Por SOMOS Educação

Apesar da polêmica que envolve o assunto, o tema transgênero não pode mais ser ignorado em pleno século 21. Se a ciência ainda não sabe explicar ao certo o que faz algumas pessoas não se identificarem com seu sexo biológico, ao menos já existe um consenso científico de que não se trata de um transtorno mental, como se supunha antes, e sim de uma questão de ordem pessoal.

Nova realidade

Nos últimos anos, graças a uma maior visibilidade e militância, a questão da transexualidade deixou de ser encarada como aberração ou doença para se tornar uma luta por identidade. Vem de um país vizinho ao Brasil a grande novidade sobre o assunto: o Chile passa a ser o primeiro país da América Latina a criar uma escola especialmente voltada para a criança trans.

Mantida pela Fundación Selenna, que protege os direitos das crianças trans no país, a escola Amaranta Gomez, em Santiago, abriu as portas em abril de 2018 com seis alunas, e fechou o ano letivo com mais de 20 estudantes trans que se sentiram vítimas de discriminação nas escolas tradicionais. A instituição de ensino leva o nome de uma travesti mexicana que hoje é uma das principais ativistas trans no país.

Direitos assegurados

O surgimento da escola só foi possível graças à pressão exercida pelas famílias destas crianças, que têm exigido maior aceitação por parte da sociedade chilena, motivando a criação de uma lei que que permite que pessoas com mais de 14 anos possam mudar seus nomes e gêneros em documentos oficiais, desde que tenham o consentimento de pais ou responsáveis.

Segundo Evelyn Silva, presidente da Fundação Selenna, “a iniciativa surgiu como uma maneira de ajudar as famílias das crianças trans, que frequentemente faltam às aulas e até deixam de concluir os estudos por causa da discriminação.”

Fotos: Fundación Selenna/Reprodução Facebook
Compartilhe nas suas redes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *