CIA, 60 anos de espionagem!

Por SOMOS Educação

Em 7 de dezembro de 1941, o Japão atacou a base naval americana de Pearl Harbor. Os Estados Unidos foram surpreendidos porque não tinham um serviço de inteligência do nível dos britânicos ou dos soviéticos. Quase 60 anos depois, em 11 de setembro de 2001, a CIA (Agência Central de Inteligência), a maior organização de inteligência do mundo, foi incapaz de prever os ataques da Al-Qaeda. Como explicar tamanho fracasso?

A CIA nasceu em 1947, no início da Guerra Fria, quando o mundo se dividia entre esferas de influência dos EUA e da URSS. Para barrar o “avanço do comunismo”, a agência privilegiou ações clandestinas nos países aliados dos EUA. As principais vítimas foram governos nacionalistas suspeitos de beneficiarem os soviéticos.

Ao redor do mundo

As primeiras operações foram bem-sucedidas. Em 1947, a CIA financiou a campanha eleitoral na Itália para evitar a vitória do Partido Comunista. Em 1953, patrocinou a derrubada do premiê Mohammad Mossadegh, do Irã, que nacionalizara o petróleo. No ano seguinte, a agência apoiou o golpe contra Jacobo Árbenz, que desapropriara a americana United Fruit. Em 1960, a CIA ajudou a derrubar o premiê nacionalista do Congo Patrice Lumumba, posteriormente assassinado.

O primeiro fiasco foi em 1961, a frustrada tentativa de invasão de Cuba pela Baía dos Porcos por forças anticastristas treinadas pela agência. Também fracassaram as operações para sabotar o regime e assassinar Fidel Castro. Em 1963 a CIA financiou políticos e entidades contrárias ao presidente João Goulart, do Brasil, e apoiou o golpe de 1964. As ações mais espetaculares da CIA neste período foram a morte de Che Guevara na Bolívia, em 1967, e o golpe do general Pinochet no Chile, em 1973.

Nos anos 1980, a agência se envolveu em conflitos em El Salvador e na Nicarágua. Deste último surgiu o escândalo Irã-Contras, venda secreta de armas ao Irã para repassá-las aos rebeldes nicaraguenses. Outro escândalo foi o envolvimento de um antigo colaborador da CIA, o ditador do Panamá Manuel Noriega, com o narcotráfico, que levou os EUA a invadir o país em 1989. A agência também treinou jihadistas islâmicos contra os soviéticos no Afeganistão – entre eles Osama Bin-Laden.

Com o fim do comunismo, a CIA não conseguiu se reposicionar no mundo de conflitos étnicos e regionais. E foi pega de surpresa em 2001.

Foto: Shutterstock
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Um comentário em “CIA, 60 anos de espionagem!

  • 17 de novembro de 2017 em 18:36
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    Que bom que encontrei seu site. Conteúdo muito bom. Abraço e sucesso

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