Conflito entre Israel e Palestina: entenda os principais pontos!

Por SOMOS Educação

Os confrontos entre israelenses e palestinos ganharam novos capítulos nas últimas semanas. Diante de uma tensão crescente em Jerusalém Oriental, ocupada por Israel, o grupo palestino Hamas disparou foguetes após um alerta aos israelenses para que se retirem do local. Os disparos desencadearam em ataques aéreos de retaliação. 

Sabe-se que pelo menos 243 pessoas, sendo mais de 100 mulheres e crianças, foram mortas em Gaza, segundo informações divulgadas do seu ministério da saúde.  Já em Israel, 12 pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas, de acordo com seu serviço médico. Os militares israelenses dizem que mais de 4,3 mil foguetes foram disparados contra seu território por militantes e que atingiu mais de mil alvos militantes em Gaza.

Cessar-fogo

Entrou em vigor, nos últimos dias, um cessar-fogo entre Israel e o grupo extremista palestino Hamas na Faixa de Gaza. Os dois lados reinvindicaram vitória.

O Gabinete de Segurança Política de Israel informou, por meio de um comunicado, que “os líderes políticos enfatizaram que a realidade local determinará o futuro da campanha”.

Jerusalém Oriental

Já um membro do gabinete político do Hamas, Izzat al-Reshiq, fez um alerta a Israel: “É verdade que a batalha termina hoje, mas [o primeiro-ministro de Israel, Benjamin] Netanyahu e o mundo inteiro devem saber que nosso dedo está no gatilho e continuaremos a aumentar as capacidades dessa resistência”, disse ele à Reuters.

Divergências

Os motivos para esses conflitos são variados e vêm de uma história longa e cheia de nuances das duas partes. Confira a seguir as diferenças mais irreconciliáveis.

Jerusalém: Em 1967, Israel passou a ocupar Jerusalém Oriental após a vitória na Guerra dos Seis Dias contra uma coalização árabe. Ao término do conflito, Israel ocupou a Faixa de Gaza e a Península do Sinai, do Egito; a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) da Jordânia; e as Colinas de Golã, da Síria. Diante do fato, meio milhão de palestinos fugiram.

Desse modo, Israel reivindica soberania sobre a cidade inteira (sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos) e afirma que a cidade é sua capital “eterna e indivisivel”. A reivindicação, no entanto, não é reconhecida internacionalmente. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como sua capital.

Fronteiras: Para o seu futuro Estado, os palestinos exigem que sejam delimitadas as fronteiras anteriores a 4 de junho de 1967, antes do início da Guerra dos Seis Dias. Ou seja, essa delimitação incluiria Jerusalém Oriental, o que Israel rejeita.

Assentamentos: O governo israelense construiu assentamentos nos territórios ocupados após a Guerra dos Seis dias. Apesar de ilegais sob a lei internacional, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental há mais de meio milhão de colonos judeus.

Refugiados palestinos: Os palestinos afirmam que os refugiados (10,6 milhões, de acordo com a OLP, dos quais cerca de metade são registrados na ONU) têm o direito de voltar ao que é hoje Israel. No entanto, para Israel, permitir o retorno destruiria sua identidade como um Estado judeu.

Fotos: Reprodução

REFERÊNCIAS

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-57202019

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/08/140730_gaza_entenda_gf_lk

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