Dia das Mães: a jornada de quem é mãe e educadora

Por SOMOS Educação

O segundo domingo de maio é considerado um dos mais especiais do ano. Nele, famílias ao redor do mundo buscam se reunir para demonstrar por meio de carinhos, discursos ou presentes a gratidão por esse símbolo universal de dedicação e amor chamado “MÃE”.

“Ser mãe é padecer no paraíso”, diz o clichê. De fato é, e não apenas por considerarmos a gestação uma grande dádiva, mas porque o papel social da mãe ao longo da vida é sempre uma tarefa árdua, sejam os filhos concebidos, de criação, consideração ou fruto de quaisquer outras tantas formas de amor materno.

Indo mais além, quando levamos em consideração a vida moderna, sabemos que não é fácil para a mulher cumprir sua dupla, às vezes tripla jornada, encaixando na rotina as responsabilidades, expectativas e obrigações no trabalho, no lar e, principalmente, com a família.

O que pensar, então, das mães que abraçaram a educação também como profissão, para com os mesmos empenho, dedicação e paixão receber a missão de transformar alunos em bons cidadãos, exatamente como fazem em casa com os próprios filhos?

Convidamos algumas mães e educadoras da SOMOS Educação para compartilhar conosco as diversas nuances de quem escolheu essa carreira para, tanto dentro quanto fora de casa, educar com o amor e dedicação necessários para fazer a diferença no futuro de seus filhos e alunos. Confira!

 Os anseios

“Ser mãe é querer o melhor para o seu filho. É lutar, batalhar para que ele tenha mais oportunidades do que tivemos.

É pensar, desejar e permitir que tenha um futuro de sucesso e um mundo melhor para se viver. Um mundo com mais respeito, mas no sentido muito mais amplo da palavra: respeito a si mesmo, ao próximo, ao meio ambiente e à diversidade.

Ser educadora é também ter os mesmos anseios. Afinal, sabemos da nossa missão de plantar, diariamente, cada semente para que em breve possamos colher frutos muito preciosos. Temos a valiosa oportunidade de atuar nesse plantio, preparando o solo para um futuro melhor, com mais saúde, educação, segurança e mais respeito. Afinal, desse futuro farão parte também nossos filhos e alunos.”

Tânia Medeiros, coordenadora pedagógica e mãe de Gabrielle. 

 

Os desafios

“Desde o começo da minha carreira, e até antes disso, ao escolher minha graduação, meu objetivo final já estava escolhido: trabalhar com livros. Sempre amei livros, tanto por serem veiculadores de conteúdo, histórias, biografias, quanto por serem um objeto de arte! Amo fazer parte de sua cadeia de produção.

Pois bem, mesmo trabalhando com o que amo – o que considero um privilégio – a rotina de jornada dupla, e às vezes tripla, não é fácil. Conto com uma rede de apoio razoável, o que me permite ser voluntária do projeto Somos Educadores, ir a um ou outro evento social sem a cria, entre alguns outros privilégios muitas vezes impraticáveis por outras mães.

Muitas vezes, a culpa por deixá-lo na escola em tempo integral, ou com alguém de minha confiança para fazer algo extratrabalho, bate forte…e machuca.

As dúvidas sobre o que fazer, como organizar a vida para que eu tenha mais tempo livre que possa ser dedicado ao meu filho, as comparações que me pego fazendo com outras famílias que, pela lente das redes sociais, parecem funcionar tão perfeitamente, tão serenamente e o julgamento de outras pessoas que acham que não me cai bem ser voluntária ou estar presente em eventos sociais que não incluem diretamente meu filho vêm como um turbilhão, um tsunami e parece que estou fazendo tudo errado…chego a me sentir egoísta, apesar de saber que tudo o que faço sempre tenho em mente o Francisco em primeiro lugar…

Mas tudo isso passa quando vejo o ser humano que estou educando, um menino superamoroso, inteligente, curioso, questionador e feliz! Vejo o fruto do que eu faço, da educação que eu penso (e muito!) e aplico com ele, em declarações como a que a professora fez na última reunião, quando disse que nunca viu uma criança “mais aberta pra vida”! Aí tudo passa a fazer sentido!

Trabalhar com educação, pensar, ler e estudar sobre a educação que eu quero dar para o Francisco é uma das coisas mais gostosas de minha maternagem. Ver a formação de um ser humano, abrir mão do perfeccionismo tão almejado em várias outras áreas da minha vida para aceitar o humano que ele me faz ser é muito libertador.”

Daniele D. de Souza, produtora editorial do Saraiva Jurídico e mãe solo do Francisco.

As dificuldades 

“Meu trabalho exige que eu viaje muitas e muitas vezes. E deixar minha família nunca foi fácil. A saudade sempre aperta, dói, esmaga o peito, dá um nó na garganta e enche meus olhos de lágrimas.

Deixar Bento e Joaquim é uma decisão difícil, mas quem disse que a vida é fácil? Sei que estão sendo muito bem cuidados pela minha mãe e pelo papai e isso me dá a tranquilidade que preciso para encarar os meus desafios.

Para trabalhar com mais garra e entusiasmo. Para me tornar uma mulher mais madura, realizada e feliz. E assim levar felicidade para o meu lar e a todas as escolas por onde passo.

Sou uma apaixonada por educação e é essa paixão que me move. Que faz com que todos os dias eu saia de casa e leve o melhor de mim às escolas. Eu nunca vi filhos felizes com uma mãe infeliz! Por isso, se você quiser seus filhos felizes, fique feliz!”

Luana Bezerril, assessora pedagógica, mãe de Bento (foto da esquerda) e de Joaquim (foto da direita).

 


A Rede de Experiências e a Somos Educação têm orgulho e agradecem a participação dessas mulheres e mães incríveis e fortes, que traduziram em depoimentos reais homenagens a todas que dedicam suas vidas para, com muito amor, transmitir conhecimento e valores que façam das crianças e jovens de hoje os protagonistas para um mundo melhor. Feliz Dia das Mães!

Foto: Depositphotos
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