Entenda a explosão no Líbano e suas consequências políticas

Por SOMOS Educação

No dia 4 de agosto, uma explosão na região portuária de Beirute, no Líbano, deixou ao menos 137 mortos e cerca de 5 mil feridos. A suspeita é que a explosão foi resultado da detonação de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, que fora armazenado no porto há seis anos, sem as devidas medidas de segurança.

O nitrato de amônio é um composto que pode ser usado como fertilizante, mas também na fabricação de explosivos. Caso não esteja armazenado nas condições corretas, como parece ter sido o caso da capital libanesa, pode ter consequências perigosas.

Explosão em Beirute

Segundo  o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), a força da explosão foi tão grande que a intensidade foi a de um terremoto de magnitude 3,3. O incidente abriu uma cratera de 43 metros de profundidade.

De acordo com o prefeito de Beirute, Marwan Abboud, ainda há 110 pessoas desaparecidas após a tragédia. Por toda a cidade, centenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas ou estão morando em lares bastante danificados pelo acidente. Existe uma grande escassez de itens básicos entre os desabrigados, como comida e produtos de limpeza, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha

A explosão causou intensas manifestações políticas no país. Entenda o porquê acompanhando a leitura deste artigo!

Crise político-econômica

Grande parte da população acusa autoridades do Líbano de ter responsabilidade no episódio, atribuindo o problema à negligência e à corrupção no país. De acordo com a agência Reuters, o governo libanês foi alertado em julho sobre o risco de uma explosão. Um documento feito por inspetores com o alerta chegou às mãos do então primeiro-ministro Hassan Diab e do presidente, Michel Aoun. 

Existe uma crise político-econômica há anos no país, que vem causando um descontentamento cada vez maior na população. Hiperinflação, empobrecimento da classe média e aumento galopante da extrema pobreza. 

Imagem aérea de Beirute, no Líbano

Há poucos meses, no final de 2019, um plano oficial de cobrar impostos sobre o uso do WhatsApp causou protestos em massa contra a crise econômica e a corrupção. A pandemia de coronavírus conteve por um tempo as manifestações populares, mas voltaram a eclodir com força total após a explosão no porto. 

Estimativas oficiais revelam que explosão tenha causado mais de US$ 3 bilhões em danos de infraestrutura, mas que as perdas econômicas do Líbano cheguem a US$ 15 bilhões.

Renúncia do primeiro-ministro

A pressão popular teve como consequência a renúncia do primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, que anunciou a dissolução do gabinete inteiro após manifestantes ocuparem as ruas do Líbano exigindo a queda do atual governo.  A renúncia de Diab havia sido antecipada por declarações de outras autoridades do governo.

Fotos: Divulgação

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REFERÊNCIAS

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/08/04/explosao-em-beirute.ghtml

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/08/11/manifestantes-voltam-as-ruas-do-libano-em-novos-protestos-contra-o-governo.ghtml

https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2020-08-10/primeiro-ministro-do-libano-renuncia-apos-explosao-e-protestos.html

https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2020-08-11/explosao-no-libano-entenda-o-antes-e-o-depois-do-pais.html

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/08/10/como-a-explosao-em-beirute-derrubou-o-governo-do-libano.ghtml

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