Epidemias pelo olhar de mestres da literatura

Por SOMOS Educação

Declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia da COVID-19 já pode ser considerada a de maior alcance no globo neste século até então, com todas as implicações sociais, políticas e econômicas que inevitavelmente ocorrem.

Pragas e epidemias acontecem de tempos em tempos na história da humanidade. São períodos conturbados em que os indivíduos enfrentam dilemas de questões morais, principalmente em relação à solidariedade. É justamente na fragilidade do tecido social que o coletivo precisa encontrar uma força maior.

Diante dessa temática, diversos escritores ao redor do mundo encontraram inspirações criativas para suas obras. Seja por meio da pura ficção, ou até mesmo de modo a refletir acontecimentos reais.

Em tempos de quarentena, separamos algumas sugestões de obras literárias que contemplam a temática. Confira:

Intermitências da morte, de José Saramago

Intermitências da Morte

“No dia seguinte ninguém morreu”, assim começa um ensaio sobre a morte do autor português José Saramago, laureado com o prêmio Nobel de literatura. O livro se debruça sobre o que seria uma greve da morte, um caos epidêmico em que, sem nenhuma explicação, as pessoas não morrem mais. A leitura reflete sobre um hipotético colapso no sistema funerário e o declínio da igreja cristã, que promete a vida eterna após a morte.

Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago

Ensaio sobre a cegueira

Outro livro famoso de Saramago trata de uma epidemia de cegueira branca. A doença nesse universo literário deixa as pessoas cegas subitamente, e é altamente contagiosa. O destaque se dá pelas decisões do governo e a reorganização social entre as pessoas.

A peste, de Albert Camus

A peste

O autor franco-argelino Albert Camus é conhecido por obras altamente filosóficas. O livro “A peste” é uma grande referência na temática de epidemia. Trata-se de uma história em que trabalhadores da cidade de Oran, na Argélia, enfrentam a peste bubônica. É essencialmente uma história que narra sobre existencialismo e os limites da condição humana

O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez

O amor nos tempos do cólera

O mais romântico da lista. O livro de García Márquez, também ganhador do Nobel de literatura, narra a história de amor de Florentino e Firmina, inspirada pela história de seus pais. O título remete à uma epidemia de cólera que assolou o local da narrativa no século 19.

Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez

Cem anos de solidão

A obra-prima do autor. A narrativa apresenta cem anos da cidade fictícia de Macondo e é uma grande metáfora para a América Latina. Dentre os diversos acontecimentos contemplados pelo realismo mágico, um deles é a epidemia da insônia – a impossibilidade dos moradores de dormir por vários dias. A falta de sono implicou na perda de memória dos habitantes.

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REFERÊNCIAS

http://www.justificando.com/2020/03/19/epidemias-pelas-lentes-de-garcia-marquez-saramago-e-camus/?fbclid=IwAR0quF2-Nn-vCzOIQObKY93dLcUMfC7Q3KQzbk6bUizzWtG4J4S8NdNAkco

Fotos – Unsplash e divulgação


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