Estabelecimentos proíbem uso de eletrônicos por crianças

Por SOMOS Educação

A polêmica é certa: diversos restaurantes ao redor do mundo iniciaram uma cruzada contra os eletrônicos. A justificativa é simples. Eles dizem que o objetivo é estimular os pais a se envolverem mais com os seus filhos no momento das refeições. Exageros à parte, basta olhar ao redor para perceber que as crianças estão, de fato, invariavelmente entretidas com tablets e smartphones em quase todos os lugares.

Tendência internacional

Há uma nova onda no ar. Restaurantes tradicionalmente investiam no passado em ambientes específicos para crianças, especialmente as mais novas – os espaços “kids friendly”, enquanto os pais conseguiam ter algum sossego no momento das refeições. Mas, com o advento da tecnologia, os pequenos permanecem à mesa, geralmente entretidos em algum joguinho, filme ou desenho animado.

A proibição dos eletrônicos, no entanto, tem se espalhado pela Europa e outros países do primeiro mundo. Na Austrália, um restaurante solicita que os clientes deixem seus celulares logo na entrada, evitando assim que permaneçam conectados por muito tempo. Em Nova York, um café cobra preços consideravelmente mais baixos de quem não estiver ao aparelho. Na Inglaterra, um outro pede que os fregueses deixem o aparelho em uma caixa para adentrar um espaço batizado de “zona sem telefone”. Em Paris, terra dos tradicionais cafés a céu aberto, um cartaz avisa: “Não temos wi-fi, conversem entre si.”

Relacionamento interpessoal

Mais radical ainda, em Sydney, na Austrália, o Pazar Food Collective chegou a proibir não apenas os eletrônicos mas também os desenhos com lápis de cor e os blocos de montar. A medida gerou polêmica na vizinhança. Alguns frequentadores consideraram a iniciativa um tanto exagerada. Mas o proprietário, Attila Yilmaz, justifica que a ideia é fazer com que os pais se envolvam mais com os filhos, e que as famílias curtam com mais intensidade o momento das refeições, conversando, inclusive, sobre a comida. O empresário, pai de dois filhos, diz que nunca teve problemas em casa por adotar essa postura, digamos, mais ortodoxa.

Excessos de lado, é fato que a tecnologia, os aparelhos eletrônicos e as redes sociais têm colaborado para o aumento dos níveis de ansiedade em todo o mundo, além de isolarem as pessoas em uma bolha de individualismo. Que tal estimularmos nossas crianças a passarem menos tempo em tablets e celulares e mais tempo em conversas e brincadeiras? Se a ideia funcionar pelo menos na hora das refeições, o ganho será enorme. E a saúde agradece!

Fotos: DepositPhotos e Divulgação
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