EUA X China: uma nova guerra fria?

Por SOMOS Educação

As duas maiores potências do mundo têm vivido tensões crescentes nos últimos meses. Os Estados Unidos da América (EUA) e a China, respectivamente a maior e a segunda maior economias do mundo, têm uma história de parcerias e acordos que alimentou a prosperidade e a dominância comercial dos países. 

No entanto, acontecimentos e declarações recentes têm criado rachaduras nas relações diplomáticas e econômicas, a tal ponto que muitos temem que uma nova Guerra Fria esteja no horizonte.

Trocas de farpas ocorreram não só no comércio e na diplomacia, mas também em outras frentes, como tecnologia, defesa e ações contra a pandemia da covid-19.

Bandeiras do EUA e da China

Um dos catalisadores dessa crise foi uma nova lei de segurança imposta pela China sobre Hong Kong. A região, que foi uma colônia britânica até 1997, foi devolvida ao governo chinês mediante o compromisso de que ela gozaria de certa autonomia. A nova lei promulgada pela China foi vista como um golpe contra essas liberdades e motivou duras críticas e sanções por parte da Casa Branca.

Mais recentemente, a determinação do governo norte-americano de fechar o consulado chinês em Houston, no estado do Texas, dominou os noticiários. A decisão foi tomada, segundo fontes oficiais, “para proteger propriedades intelectuais e informações particulares dos EUA”. O fechamento do consulado foi considerado pelo governo chinês “um agravamento sem precedentes das ações recentes [dos EUA] contra a China”.

Conflitos comerciais e tecnológicos

Informações sigilosas também estão no centro de outra guerra, desta vez tecnológica, entre os dois países. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que irá banir nos EUA o aplicativo de vídeos TikTok, criado na China. Ele afirma que o “app” pode reunir e repassar dados de usuários para o governo chinês, o que representaria um risco à segurança nacional. 

Donald Trump, presidente dos EUA

Disputas comerciais e tecnológicas também estão por trás da polêmica do 5G, a nova geração da telefonia móvel. A empresa chinesa Huawei é uma das muitas que estão negociando contratos com outros países para instalar a tecnologia 5G, mas os EUA não só se negam a fazer negócios com a companhia como também insistem que outros líderes nacionais levantem as mesmas barreiras.

Países como Reino Unido, Canadá, Austrália, Índia e Japão já cederam às pressões da Casa Branca, que também atingem o Brasil. A afirmação do presidente norte-americano, mais uma vez, é de que a infraestrutura da Huawei, tida como braço do governo chinês, será utilizada para difundir meios de espionagem internacional.

Além de todos esses conflitos, as superpotências também trocam acusações na questão da pandemia do novo coronavírus. Trump e Mike Pompeo, Secretário de Estado dos EUA, repetidas vezes culparam a China pelo surgimento e alastramento do vírus, chegando a acusar o país de criá-lo em laboratório. Já o governo chinês fez diversas críticas às medidas que o presidente norte-americano tomou para lidar com a pandemia.

Uma nova guerra fria?

Com tantos atritos, uma trégua entre as duas superpotências ainda pode estar distante no horizonte. Mesmo assim, há diferenças importantes entre a Guerra Fria, que se deu entre os EUA e a União Soviética (URSS) de 1947 a 1991, e a rivalidade atual entre os governos americano e chinês. Vale destacar que a URSS nunca foi uma grande potência econômica como a China é hoje e que o antigo regime soviético não tinha laços comerciais próximos com os EUA, ao contrário do que se vê hoje com a potência asiática.

Os presidentes dos EUA e da China e as respectivas esposas

Trata-se de um momento político e econômico muito particular, que ainda pode ter muitos capítulos e levar a situações imprevisíveis.

Fotos: Divulgação

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REFERÊNCIAS

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-53505765

https://brasil.elpais.com/internacional/2020-07-27/eua-x-china-cenarios-da-nova-guerra-fria.html

https://veja.abril.com.br/mundo/a-disputa-entre-china-e-eua-se-acirra-e-pode-ser-vantajosa-para-o-brasil/

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