Há 63 anos morria Albert Einstein, um dos grandes gênios da humanidade

Por SOMOS Educação

No dia 18 de abril de 1955, há exatos 63 anos, o mundo se despedia daquele que foi considerado um dos maiores gênios da humanidade: o físico alemão Albert Einstein. Pai da Teoria da Relatividade, responsável por estabelecer a relação entre massa e energia, e descobridor da lei do efeito fotoelétrico, fundamental para entendimento da teoria quântica, colecionou prêmios e honrarias, incluindo o Prêmio Nobel de Física, a mais importante das condecorações.

Nascido na cidade de Ulm, na Alemanha, em 1879, Albert Einstein teve seus primeiros anos escolares num colégio católico. Aos dez anos, ingressou no Gymnasiun, preparando-se para a universidade. Entrou na Escola Politécnica Federal da Suíça onde, em 1900, concluiu sua graduação em Física. No ano seguinte, já publicava seu primeiro artigo científico “A Investigação do Estado do Éter em Campo Magnético”.

O grande salto científico se deu pouco tempo depois. Em 1905, publicou uma série de artigos acadêmicos revolucionários. Um deles era o desenvolvimento da teoria da relatividade especial, em que descrevia a física do movimento na ausência de campos gravitacionais.

Estudos revolucionários tratavam da relação tempo-espaço

Einstein seguiu seus estudos que tratavam do princípio de relatividade e percebeu que ele poderia ser estendido para campos gravitacionais, e, com a sua posterior teoria da gravitação, de 1916, publicou um artigo sobre a teoria da relatividade geral, um dos pilares da física moderna. Ela é um conjunto de hipóteses que generaliza a relatividade especial e a lei da gravitação universal de Newton, fornecendo uma descrição unificada da gravidade como uma propriedade geométrica do espaço e do tempo, ou espaço-tempo.

Através da teoria, o físico explicou que a “curvatura do espaço-tempo” está diretamente relacionada à energia e ao momento de qualquer matéria e radiação presente. A relação é especificada pelas equações de campo de Einstein, um sistema de equações diferenciais parciais. Aliás, uma das fórmulas de equivalência massa-energia (E=mc²), ganhou o status de “equação mais famosa do mundo”!

A equação mais famosa do mundo

Essa radical visão das interações entre o espaço, o tempo, a matéria, a energia e a gravidade foi um feito reconhecido como uma das maiores conquistas intelectuais da humanidade. Apesar disso, a resistência da época em aceitar a ideia não permitiu o reconhecimento do famoso Prêmio Nobel. Na verdade, o Nobel de Einstein veio em 1921 por seus estudos sobre a lei do efeito fotoelétrico, processo pelo qual a luz rouba elétrons dos átomos.

De qualquer maneira, segundo o físico, professor e autor da Somos Educação, Antonio Sérgio Castro, Einstein foi uma pessoa que esteve à frente de seu tempo. “Mesmo com seus trabalhos incompreendidos por grande parte dos cientistas da época, eles foram essenciais em contribuir significativamente para o desenvolvimento da Física Moderna e, mais do que isso, de uma nova visão de mundo”, comenta.

Humanista convicto, Albert Einstein também era ligado aos assuntos políticos, principalmente relacionados à justiça social, liberdade e a paz. Atuou em movimentos anti-guerra e, em 1946, apoiou projetos de formação de um governo mundial e a troca de segredos entre as grandes potências atômicas, almejando a tão sonhada paz mundial.

Einstein faleceu em 1955, em Princeton, nos Estados Unidos. Sua capacidade intelectual e todo o legado por ele deixado transformaram seu nome em sinônimo de genialidade. É comum ouvirmos como elogio para alguém de extrema inteligência que aquela pessoa é um “Einstein”!

Foto: Depositphotos
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