Incêndio no Museu Nacional destrói quase 90% do acervo

Por SOMOS Educação

Uma perda sem precedentes. Esta é a sensação diante do trágico incêndio que atingiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, na noite do último domingo (2). A instituição de 200 anos teve a maior parte do acervo de 20 milhões de itens destruído. Entre as peças raras destruídas estão móveis originais de Dom João VI e outros objetos herdados da família imperial, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, batizado de Luzia, a maior coleção egípcia da América Latina, que começou a ser adquirida por Dom Pedro I, além de documentos históricos e obras de arte.

Integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vinculado ao Ministério da Educação, o Museu Nacional abrigava coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia, arqueologia e entomologia.

De acordo com a vice-diretora da instituição, Cristiana Serejo, cerca de 90% do acervo foi consumido pelo fogo. Foram preservados o meteorito Bendegó (item do museu desde 1888), parte da coleção de zoologia, a biblioteca central, algumas cerâmicas, o herbário e o departamento de zoologia de vertebrados.

O fogo teve início por volta das 19h30 do domingo e só foi controlado no fim da madrugada de segunda-feira (3). As causas do incêndio ainda não foram esclarecidas, mas o que se sabe é que o prédio não tinha alvará de funcionamento do Corpo de Bombeiros. Além disso, segundo Serejo, o detector de fumaça não estava em operação. No momento do incidente, o museu estava fechado para visitação e havia apenas quatro vigilantes no local, que não se feriram.

Museu com orçamento reduzido

O museu estava há pelo menos três anos funcionando com orçamento reduzido. Mantenedora da instituição, a UFRJ só conseguia pagar cerca de 60% dos R$ 550 mil que deveria repassar anualmente, ou seja, R$ 330 mil. A falta de verba obrigou o museu a fazer uma “vaquinha virtual” para arrecadar recursos junto ao público, com o objetivo de arrecadar R$ 100 mil para reabrir a Sala dos Dinossauros, uma das mais visitadas.

Após o incêndio, a Defesa Civil municipal do Rio de Janeiro interditou a área do Museu Nacional por causa do risco de desabamento do prédio. Localizado nas proximidades, o zoológico da cidade não registrou problemas. Vistoria feita no local verificou que a saúde dos animais não foi afetada, já que a fumaça foi levada para outra direção.

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Foto: Depositphotos
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