Maduro se reelege na Venezuela, mas Brasil e outros países não reconhecem pleito

Por SOMOS Educação

Em eleições conturbadas ocorridas no último dia 21 de maio, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi reeleito para governar o país até 2025. O processo eleitoral, que foi bastante questionado pela oposição e considerado fraudulento e ilegítimo por governantes de muitos países, registrou o mais alto índice de abstenção das últimas duas décadas. Foram 54% de ausência da população venezuelana nas urnas.

Entre os países que não reconhecem o resultado dessas eleições está o Brasil. Em nota assinada em conjunto com outros 13 países que integram o chamado Grupo de Lima, entre eles Argentina, Canadá, Chile, México, Peru e Colômbia, o governo brasileiro afirmou não reconhecer a legitimidade do processo eleitoral venezuelano e concordou em, juntamente com essas nações, reduzir a intensidade das relações diplomáticas com Caracas, além de estabelecer diretrizes financeiras e econômicas contra a capital da Venezuela.

Os Estados Unidos também classificaram como fraudulentas as eleições no país e afirmaram não reconhece-la.

O posicionamento brasileiro ainda foi reforçado com uma nota do Itamaraty “lamentando que o governo venezuelano não tenha atendido aos repetidos chamados da comunidade internacional pela realização de eleições livres, justas, transparentes e democráticas”.

Mais incertezas na Venezuela

A vitória de Nicolás Maduro, no comando do país desde 2013, com a garantia de se manter no poder por mais seis anos, traz uma série de incertezas para a sua população. Além de evidenciar ainda mais o autoritarismo presente no regime político, o resultado dessas eleições devem agravar a situação social e econômica da população venezuelana, que já vive uma crise humanitária.

A inflação no país ultrapassa 800% ao ano e provoca altas descontroladas no preço de insumos básicos. Isso quando esses insumos são encontrados, já que nos mercados faltam alimentos, remédios e produtos de higiene.

Sem esperança por melhores dias em seu país, o Brasil segue sendo local de asilo para milhares de venezuelanos. De acordo com a Polícia Federal no estado de Roraima, neste ano deve haver novo recorde no número de pedidos de refugiados no país.

Em 2017, foram 20 mil solicitações, enquanto somente nos quatro primeiros meses de 2018 foram realizados mais de 20 mil pedidos de asilo. Com a vitória de Maduro, esse fluxo deve se intensificar.

 

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Foto: Shutterstock
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