Mês das mulheres: a mulher na ciência!

Por SOMOS Educação

Março ficou conhecido como o mês das mulheres. No dia 8 de março é celebrado anualmente o Dia Internacional da Mulher. Em homenagem, o blog Rede de Experiências levanta alguns dados relevantes sobre a mulher na ciência, bem como personalidades marcantes. Confira!

Números

De acordo com dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, houve aumento de 3,6% na quantidade de profissionais mulheres em serviços ligados à engenharia e de 38% em ciências físicas e naturais, ambos de 2017 a 2019. Nesse mesmo período, houve  também crescimento de 4,5% na quantidade de mulheres em carreiras ligadas à tecnologia da informação.

Ainda são discrepantes, no entanto, as diferenças nas médias salariais. Com exceção na área de engenharia, em que os salários divergem pouco e a remuneração das mulheres superou a dos homens entre 2018 e 2019

Mesmo com o progresso nas últimas décadas, o número global de mulheres pesquisadoras ainda é muito pequeno: 35% de todos os estudantes matriculados em cursos de exatas, segundo a ONU Mulheres (entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres).

Abaixo, conheça dois exemplos de mulheres que se destacaram na história da ciência – e inspiraram muitas pesquisadoras ao longo das décadas!

Marie Curie

Marie Curie (Foto: Reprodução)

Em 1891, a futura cientista Marie Curie foi estudar em Paris pois nenhuma faculdade da Polônia, seu país natal, aceitava mulheres. Ela então se tornou o único ser humano a ganhar dois prêmios Nobel de ciências naturais em áreas diferentes – um em Física, ao demonstrar a existência da radioatividade natural em 1903, e o outro em Química, pela descoberta de dois novos elementos químicos em 1910. 

Pela sua contribuição científica – e social -, Marie Curie é ainda bastante lembrada e citada em encontros científicos, congressos ou jornadas acadêmicas. Além do fato de vários hospitais e centros de produção científica levarem o seu nome, como o Instituto Curie, o qual auxilia na formação de diversos novos cientistas todos os anos. Vale ressaltar que um elemento químico, descoberto em 1944, denominado Cúrio (Cm), de número atômico 96, foi batizado assim em homenagem ao casal Curie, Marie e Pierre. 

Wangari Maathai

Wangari Maathai (Foto: Reprodução)

A professora queniana Wangari Maathai aliou políticas de preservação ambiental ao progresso feminino de seu país. Ela inclusive foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2004.

Dentre os seus principais feitos, um deles foi a criação do Movimento do Cinturão Verde, fundação que remunera mulheres africanas ao incentivá-las a plantar árvores para combater o desmatamento e desertificação da região. As Nações Unidas estimam que cerca de 900 mil mulheres tenham colaborado com o projeto, que as ajuda a sustentar suas famílias.

“Naquela parte da África, são as mulheres as primeiras vítimas da degradação ambiental, porque são elas que vão buscar água; então, se não há mais água, são elas que têm de caminhar durante horas para trazê-la”, explica Wangari. “São elas que buscam lenha. São elas que produzem alimento para as famílias. Assim, é fácil explicar a elas que o meio ambiente está degradado e persuadi-las a agir”.

Fotos: Divulgação

REFERÊNCIAS

https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/2021/03/08/mulheres-ganham-espaco-em-ciencia-e-tecnologia-mas-salarios-ainda-sao-abismo-entre-generos.ghtml

https://super.abril.com.br/especiais/8-mulheres-cientistas-que-voce-precisa-conhecer/

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2018/03/conheca-10-mulheres-que-mudaram-historia-da-ciencia-mundial.html

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