Mulheres são minoria com bolsa de pesquisa científica

Por SOMOS Educação

Uma pesquisa que analisou a distribuição de Bolsas de Produtividade de Pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) revelou que as mulheres são minoria nas três áreas das ciências: exatas, humanas e biológicas.

De acordo com o levantamento, que compreendeu os anos de 2013 e 2014 e foi publicado na revista científica “Peerj”, a diferença entre gênero acontece mais intensamente nas ciências exatas, em todas as suas 22 áreas, onde do total de 4.859 bolsas, apenas 976 foram para pesquisadoras.

Mulheres compõem a minoria nas bolsas de pesquisa científica

Em ciências biológicas, a diferença é menor, com 5.687 bolsistas sendo divididas entre 2.359 pesquisadoras e 3.338 pesquisadores. A diferença só é pequena em ciências humanas, onde elas somam 1.531 mulheres e eles 1.548. Em ambas as ciências, inclusive, há áreas em que elas formam a maioria do quadro de bolsista. É o que acontece nas áreas de enfermagem (165 mulheres e 8 homens); de psicologia (175 mulheres e 138 homens) e de linguística (152 mulheres e 59 homens).

Minoria em outros financiamentos científicos

As mulheres também aparecem em menor número no programa em conjunto do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e

Em poucas áreas, como na enfermagem, as mulheres são maioria

Comunicações (MCTIC) e do CNPq.

Em 2014, foram 1.161 projetos nas áreas de exatas que obtiveram financiamento nas três faixas oferecidas, começando com menos de R$ 30 mil (Faixa C), até a categoria mais alta (Faixa A), que vai de R$ 60 mil a R$ 120 mil.

Dos 664 projetos aprovados na faixa inicial, apenas 25,9% eram de pesquisadoras. Na Faixa A, a mais elevada, o percentual é ainda menor, com apenas 20% da participação de mulheres.

O levantamento deve acender um sinal de alerta para gestores educacionais, com o desafio de equalizar o gênero na participação em pesquisas científicas. Uma forma de buscar a transformação é mostrar às estudantes a importância desse universo de pesquisa, apoiando sua participação na ciência. Esse trabalho deve começar cedo, podendo ser estimulado já a partir da educação básica.

Foto: Shutterstock
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