O balanço de 2020 para a educação brasileira

Por SOMOS Educação

Por conta da pandemia de coronavírus, o ano de 2020 foi marcante para a educação em todo o mundo. No Brasil, escolas do estado, município e rede privada tiveram que buscar soluções emergenciais diante do fechamento das salas de aula.

Neste artigo, levantamos alguns tópicos que marcaram este ano atípico na educação brasileira. Confira!

Suspensão das aulas presenciais

Em março, as instituições de ensino fecharam as portas e suspenderam as aulas presenciais para conter o avanço da pandemia.  Desse modo, muitas escolas e universidades em todo o país passaram a dar aulas remotas por meio de vídeos, ao vivo e/ou gravados, transmitidos on-line ou pela televisão aberta. Em alguns locais, houve aulas até mesmo via rádio.

Escolas com portas fechadas diante da pandemia

O novo cenário expôs o déficit de conectividade no país e a falta de acesso dos alunos a equipamentos eletrônicos, aumentando, então, as desigualdades na educação. 

Uma pesquisa de 2019, divulgada neste ano, apresenta o cenário em que os alunos da rede pública entraram na pandemia: quase 40% não tinha computador ou tablet em casa para estudar. A pesquisa também mostrou que 21% dos alunos de escolas públicas só acessam a internet pelo celular. Na rede privada, o índice é de 3%.

Desigualdade educacional

E por falar em desigualdade, um levantamento feito pelo Todos pela Educação comparou os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) entre a média do grupo de 10% das escolas com maior e com menor desempenho em cada município brasileiro. Os dados obtidos demonstram que a desigualdade educacional aprofundou em 57,5% dos municípios brasileiros entre 2015 e 2019. Nessas cidades, a diferença de desempenho dos estudantes entre escolas com maior e menor rendimento aumentou mais do que o esperado para o período. 

 O estudo analisou os dados das escolas das redes municipais nos anos iniciais do ensino fundamental (do 1º ao 6º ano). As prefeituras são responsáveis pela matrícula de 70% dos 15 milhões de estudantes nessa etapa da educação.

Ou seja, num cenário em que a desigualdade educacional já se faz presente no país, a pandemia de 2020 escancara e agrava o que ainda precisa ser corrigido. 

Enem 2021

Outro ponto que levantou polêmicas no ano foi Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a ser realizado. Após consulta popular promovida pelo MEC (Ministério da Educação), o exame teve o calendário alterado e agora passam a valer as seguintes datas: 17 e 24 de janeiro (prova impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (prova digital). Os resultados serão divulgados em 29 de março.

E tudo indica que 2021 deve ser um ano tão desafiador quanto 2020 para a educação.

Fotos: Divulgação

REFERÊNCIAS

https://br.noticias.yahoo.com/desigualdade-educacional-aumenta-em-58-155700159.html

https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/12/13/retrospectiva-2020-aulas-remotas-troca-de-ministros-novo-fundeb-e-erros-na-correcao-e-adiamento-do-enem-marcam-o-ano-na-educacao.ghtml

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