Os desafios para a educação na era digital

Por SOMOS Educação

Com o advento e popularidade das mídias digitais, as pessoas buscam cada vez mais informações virtualmente. Esse fenômeno põe em cheque métodos tradicionais, e isso demanda a necessidade de novas formas de se ensinar e valorizar o método científico na era digital.

Especialmente no aspecto pedagógico, torna-se essencial repensar a educação. Não a ciência, não os fatos, mas os meios de levar conteúdo até os nossos jovens, afinal, são tempos digitais. É um mundo interconectado e, ao mesmo tempo, cada vez mais descrente e plural. Até mesmo as instituições políticas e sociais, os veículos de comunicação e livros didáticos são questionados. A credibilidade foi substituída pela dúvida constante na era da pós-verdade.

Tempos digitais
Tempos digitais

Era digital, tempos de pós-verdade 

Considerada a palavra do ano em 2016 pelo tradicional dicionário de Oxford, pós-verdade é um termo que descreve a situação em que, na hora de criar e modelar a opinião pública, as emoções e as crenças pessoais têm mais apelo e influência do que os fatos objetivos. O neologismo é muito cabível para o fenômeno anticientífico que ocorre em todo o mundo, impulsionado principalmente pela internet e pelos youtubers – influenciadores digitais na plataforma de vídeos Youtube.

Dentre os exemplos cada vez mais comuns de desconfiança à ciência, é possível citar temas como a “terra plana” – em que muitos já contestam a forma esférica do planeta Terra -, o aquecimento global, e a perigosa crença do movimento antivacinas.                                                                 

O perigo das fake news

As fake news (termo em inglês equivalente a “notícias falsas”) também estão circulando cada vez mais, o que torna a sociedade como um todo vulnerável às informações tendenciosas e falsas.  Para quem é da área de educação, uma das prioridades atuais é lidar com as notícias criadas ou manipuladas a induzir os leitores a uma visão turva e errônea do mundo.

Fake News: perigo digital
Fake News: perigo digital

Trata-se de um grande desafio, pois até mesmo os adultos (pais e inclusive professores) encontram dificuldades em filtrar o que está dentro das fake news e o que não está. Diante dessa realidade, como orientar as crianças e adolescentes, ainda mais vulneráveis aos golpes da internet?

Um método que tem sido debatido é o “media literacy”, uma tradução que varia no Brasil, mas é algo equivalente a alfabetização digital ou alfabetização para a mídia. É um processo em que se deve desenvolver a leitura crítica dos meios digitais, buscar boas fontes e, principalmente, reconhecer e combater as famigeradas fake news, além de se proteger de criminosos onlines e refletir sobre as redes sociais. Trata-se de repensar o mundo digital,

O mundo não é o mesmo, as formas de se viver e conviver também não, mas a educação e a ciência ainda são a base de uma nação.

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Fotos: Depositphotos
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