Os muros que separam o mundo

Após o fim da Guerra Fria e a queda do muro de Berlim, pairava no ar uma esperança de que todos as barreiras fronteiriças no mundo poderiam ser derrubadas. Ledo engano. Apesar do advento da globalização, tornando o mundo cada vez mais conectado, os muros que separam países aumentaram muito ao longo dos últimos anos. Os motivos variam, mas predomina a insegurança social que visa conter a entrada e saída de imigrantes, terroristas, contrabandistas e “inimigos” de modo geral.

Confira alguns exemplos pelo mundo:

Hong Kong – China

A fronteira entre as cidades de Shenzhen (China continental) e Hong Kong é também uma divisão entre os regimes comunista e capitalista. Os cidadãos chineses buscam em Hong Kong o que não encontram na China: desde livros censurados pelo regime comunista a outros produtos básicos, como leite para recém-nascidos e produtos higiênicos, que passam por um controle sanitário do outro lado. Mais de 300 mil pessoas cruzam diariamente essa fronteira.

Hong Kong e suas luzes
Hong Kong e suas luzes

México – Estados Unidos

Um dos exemplos mais simbólicos de política anti-imigração no mundo atual são os 3.185 quilômetros de fronteiras entre os Estados Unidos e o México.  As barreiras visam conter pessoas que tentam atravessar clandestinamente para o país norte-americano. Com o governo de Donald Trump, há promessas de ainda mais repressão a imigrantes irregulares, inclusive a construção de um muro maior – projeto que ainda não saiu do papel.

Praias de Tijuana - Fronteira EUA e México
Praias de Tijuana – Fronteira EUA e México                      

Cisjordânia – Israel

O muro nessa fronteira tem o intuito de separar Israel dos territórios palestinos da Cisjordânia. Começou a ser construído em 2002, durante o período que foi chamado de Segunda Intifada, em que houve uma revolta civil dos palestinos contra a ocupação israelense na região da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.  Os palestinos enviavam homens-bomba e os israelenses revidavam com tanques. A barreira então foi construída com o argumento da prevenção de atos de terrorismo.

Muro que separa Israel da Palestina
Muro que separa Israel da Palestina

Hungria – Sérvia

As cercas de quatro metros de altura nessa fronteira são parte da política anti-imigrantes das autoridades húngaras. Milhares de refugiados e retirantes vindos da África, Ásia e Oriente Médio ficam presos em campos de refugiados na Sérvia, aguardando para entrar na União Europeia. A espera pode levar anos e, por isso, muitos tentam entrar ilegalmente na Hungria.

Refugiados deixando a Hungria
Refugiados deixando a Hungria

Quênia – Somália

O medo de ataques terroristas, nesse caso, é somado aos assombros de epidemias de doenças, fome e seca. O Governo da Quénia decidiu fechar a fronteira com a Somália após um ataque terrorista em 2015 na Universidade de Garissa, que causou 150 mortos. Em meio a famílias que sofrem por faltas, há ainda a violência das milícias e da guerra civil.  As cercas separam dois dos países mais pobres do mundo.

Somália: país é assolado por crises humanitárias
Somália: país é assolado por crises humanitárias

– Para saber mais sobre o assunto, indicamos o documentário “Um mundo de muros”, produzido pelo jornal Folha de S. Paulo:  https://arte.folha.uol.com.br/mundo/2017/um-mundo-de-muros/

Confira mais notícias de atualidades em: https://www.rededeexperiencias.com.br/atualiza

 

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