Para conter distração, França proíbe uso de celulares em sala de aula

Por SOMOS Educação

A partir de setembro, alunos das escolas públicas da França não poderão mais usar telefones celulares em sala de aula. A medida foi aprovada pelo Parlamento no dia 30 de julho e entra em vigor tão logo inicie o novo ano letivo dos estudantes franceses. A lei era uma promessa de campanha do presidente francês Emmanuel Macron, cujo objetivo principal é combater a distração dos alunos durante as aulas.

Além dos celulares, a nova legislação francesa impede a utilização de qualquer aparelho com acesso à internet, como tablets e relógios, nas instituições de ensino que atendem crianças de seis a 14 ou 15 anos. Os objetos somente poderão ser usados em atividades específicas definidas por cada colégio por meio de seu regulamento interno ou então no auxílio à crianças e adolescentes com deficiência.

Anteriormente, o Código de Educação vetava o uso de celulares “durante toda atividade de ensino e nos locais previstos pelo regulamento interno”. A partir de setembro, no entanto, a proibição valerá para todo o espaço escolar e não mais apenas para dentro das salas de aula e laboratórios.

Conteúdos impróprios nos celulares

Mais do que conter a distração dos alunos nas salas de aula, a lei que proíbe o uso do celular também tem o propósito de proteger crianças e adolescentes de conteúdos impróprios, em especial relacionados à violência e pornografia.

Outra preocupação do governo francês ao adotar a medida foi evitar a disseminação do cyberbullying, prática discriminatória contra um indivíduo ou grupo de indivíduos realizada através da internet.

No Brasil, celulares presentes em sala

Enquanto a França proíbe o uso do celular nas escolas, no Brasil o movimento é diferente. Por aqui, é cada vez mais frequente a utilização destes aparatos tecnológicos como aliados no processo de aprendizagem dos alunos. Estudo do Comitê Gestor da Internet com mais de 11 mil alunos do Ensino Médio, a partir de dados de 2016, mostra que mais de 70% utilizam o celular para atividades escolares.

Muitos educadores defendem a inclusão da tecnologia nas salas de aula, acreditando que o seu uso traga efeito contrário ao que considera o Parlamento francês. O celular pode manter alunos mais motivados e menos dispersos.

Para a pedagoga Tânia Medeiros, da Somos Educação, é mais uma ferramenta para facilitar o processo de aprendizagem. “Há estudantes que precisam de recursos visuais para memorizar a aula; há quem seja mais auditivo e que, por meio de podcasts e outras ferramentas, absorva melhor a mensagem do professor; e existem os cinestésicos, que precisam de ação para assimilar os estudos. A tecnologia se encaixa muito bem em todas essas formas”, explica.

Quer conhecer ferramentas digitais que fazem diferença na educação? Veja em https://www.rededeexperiencias.com.br/em-familia/5-ferramentas-digitais-que-fazem-a-diferenca-na-educacao. E para ficar por dentro das principais notícias e informações do mundo da educação acesse https://www.rededeexperiencias.com.br/em-familia.

 

 

Foto: Depositphotos
Compartilhe nas suas redes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *