Queimadas na Amazônia: entenda as consequências

Por SOMOS Educação

Nos últimos dias, os focos de queimada registrados na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, chamaram a atenção e ganharam repercussão internacional. Só neste ano, houve aumento de 85% nos registros de incêndio nas florestas em todo o Brasil, em comparação a dados de 2018.

Amazônia é rica em natureza
Amazônia é rica em natureza

As queimadas são medidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com dados do satélite Aqua, o mesmo que é usado pela agência espacial americana (Nasa), que também acompanha os focos de desmatamento. As informações podem ser conferidas diariamente no portal Programa Queimadas.

Saiba mais sobre a origem dessas queimadas e as suas consequências ambientais, políticas e sociais:

A origem das queimadas

O surgimento do fogo é resultado da seguinte combinação: fontes de ignição (naturais, como raios, ou antrópicas, como isqueiros ou cigarros); material combustível (ter o que queimar, como madeiras e folhas); e condições climáticas (seca).

Pelo fato da Amazônia ser uma floresta tropical úmida, os incêndios mais recorrentes acontecem quando a madeira desmatada “seca” por alguns meses e, depois, é incendiada para abrir espaço para pastagem ou agricultura.

Os corpos de bombeiros locais são acionados para combater diretamente as chamas. Em alguns dos estados, as forças contam com recursos do Fundo Amazônia.

Queimadas e desmatamento

Os dez municípios que apresentaram mais focos de incêndios florestais em 2019 também são os que tiveram as maiores taxas de desmatamento, de acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), uma organização científica não-governamental. Os maiores registros são nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima.

Amazônia ameaçada pelas queimadas
Amazônia ameaçada pelas queimadas

Além do Brasil

Outra área que também é coberta pela floresta Amazônia, na Bolívia, está enfrentando o maior incêndio da sua história recente. Uma área de pelo menos 500 mil hectares já foi consumida pelo fogo. A nuvem de fumaça que sai de Roboré, município do departamento de Santa Cruz se aproximou de cidades brasileiras que ficam perto da fronteira boliviana.

Fumaça negra

Céu em SP (19/8/2019)  [Reprodução Twitter/Veja SP]
Céu em SP (19/8/2019) [Reprodução Twitter/Veja SP]
No dia 19 de agosto de 2019, muitas cidades do Brasil viram o dia escurecer completamente por volta das 15h, à tarde.  De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno foi provocado por fumaça vinda de incêndios na região amazônica que se encontrou com nuvens de uma frente fria.

Segundo o Climatempo, a fumaça proveniente de queimadas na região amazônica, nos estados do Acre e Rondônia e até da Bolívia, chegou a São Paulo pela ação dos ventos.

A fumaça das queimadas elimina substâncias tóxicas no ar, prejudiciais à saúde. No Acre, 29.559 pessoas foram diagnosticadas com infecções respiratórias até 10 de agosto.

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Fotos: Depositphotos
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