Resultados preliminares de vacinas contra Covid-19 são animadores

Por SOMOS Educação

Nesses últimos dias de novembro, enquanto o mundo vivencia novamente um crescimento no número de casos de infectados pela Covid-19, notícias sobre os estudos das vacinas surgem como sinal de esperança nessa pandemia: os resultados preliminares de algumas das candidatas a vacina têm revelado grande índice de eficácia. A informação é animadora, já que somente com a imunização é que o mundo almeja voltar ao normal.

Na mais recente divulgação de resultado parcial, a Universidade de Oxford, que desenvolve uma vacina em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, anunciou uma eficácia média de 70% na imunização com seu produto, podendo chegar a 90%. A essa excelente notícia junta-se a divulgação também dos altos índices de eficácia das vacinas da Pfizer e da Moderna, revelada nesses últimos dias. Isso, sem deixar de destacar as vacinas Coronavac, feita com o laboratório chinês em parceria com o Instituto Butantan e a vacina russa Sputnik V. 

Para organizar melhor o atual estágio desses estudos, o Blog Rede de Experiências detalha um pouco mais o que se sabe até o momento de cada uma dessas vacinas. Vale dizer que a torcida é para que o maior número possível delas possa cruzar a linha de chegada e aprovação para produção. Afinal, será preciso uma união de esforços e vacinas para alcançar a proteção da população mundial. Veja:

Vacina de Oxford

Essa vacina é desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Usa como vetor viral o vírus geneticamente modificado. O estudo acontece com duas doses. Na divulgação do resultado preliminar dessa fase 3, a última etapa antes da aprovação da vacina, mostrou que pode alcançar entre 62% e 90% de eficácia.

O índice maior de proteção foi observado nos voluntários que tomaram uma dose e meia da vacina. Essa observação mostrou-se uma vantagem, já que a diminuição de meia dose pode fazer com que mais pessoas recebam essa imunização, caso seja aprovada. Outra vantagem está no armazenamento, que pode ser feito em geladeiras comuns, entre 2 e 8 graus. Destaca-se ainda o valor da dose, considerado um dos mais baixos entre as opções de vacina estudadas.

Vacina de Oxford é uma das mais esperadas

Vacina da Moderna

A vacina que vem sendo desenvolvida pela farmacêutica Moderna, dos Estados Unidos, foi uma das que alcançou o maior índice de eficácia, 95%, depois de duas doses aplicadas. Essa é uma excelente notícia, vista com bastante ânimo em todo o mundo. A proteção é alcançada com duas doses e acontece com a utilização do RNA, que é uma parte do código genético do novo coronavírus.

O desafio de distribuir essa vacina em escala mundial está nas condições de armazenamento. Ela deve ser guardada em temperaturas baixíssimas, 20 graus negativos, por até seis meses, o que torna a logística de produção e distribuição mais complexa.

Vacina da Pfizer/BioNTech

Essa vacina em desenvolvimento numa parceria entre as farmacêuticas norte-americana Pfizer e alemã BioNTech é mais uma das mais promissoras. Assim como a vacina da Moderna, utiliza parte do código genético do vírus na formação do produto de imunização. Recentemente, a farmacêutica abriu parcialmente os resultados do estudo, que também indicaram um alto índice de eficácia: 95%, obtidos com a aplicação de duas doses.

O índice de proteção foi motivo de grande felicidade entre os pesquisadores. Trata-se de uma importante alternativa para frear a pandemia, mas que também, caso aprovada, envolverá um complexo trabalho de logística. Isso porque deve ser armazenada em temperaturas abaixo dos 70 graus negativos.

Vacina deve ser armazenada em temperaturas baixas

Sputnik V

A vacina russa foi uma das primeiras a ser anunciada, até com certa desconfiança por falta de ampla divulgação científica acerca de sua comprovação. Contudo, após mais testes envolvendo milhares de voluntários, mostrou-se mais uma opção importante para proteção da população mundial frente à pandemia do novo coronavírus.

A vacina Sputnik V usa um adenovírus humano como vetor, assim como faz a vacina de Oxford. Após aplicação de duas doses, essa vacina apresentou 92% de eficácia, o que representa um excelente dado para mostrar o grau de proteção da vacina. Da mesma forma que a vacina de Oxford, pode ser armazenada em temperatura normal de refrigerador, tornando o armazenamento mais acessível.

Coronavac

A vacina Coronavac, em desenvolvimento pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, ainda não apresentou resultados preliminares referentes a essa fase 3, a última etapa antes de uma eventual aprovação e liberação para produção. Há poucos dias, conseguiu atingir o número mínimo de voluntários infectados para abrir o estudo e calcular o nível de eficácia, o que saberemos em mais poucos dias.

Contudo, os resultados das fases anteriores, 1 e 2, divulgados poucas semanas atrás, revelou que essa é sim mais uma vacina que pode garantir segurança e eficácia na proteção da população. A expectativa é que os índices sejam similares aos das demais vacinas, comprovando ser mais uma ferramenta de contenção da Covid-19.

O Blog Rede de Experiências segue acompanhando cada avanço dessas vacinas para compartilhar com todos vocês. Claro, ficamos na torcida para que todas possam se demonstrar eficientes e que possam ser distribuídas o mais breve possível. Afinal, o mundo aguarda ansiosamente o fim do distanciamento, o retorno das escolas, além de crianças, jovens, adultos e idosos confraternizando e compartilhando o melhor da vida!

O mundo espera pela aprovação das vacinas

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Fotos: Banco de imagens

REFERÊNCIA

https://www.bbc.com/portuguese/geral-54995983

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