Subvertendo as estórias infantis

Por SOMOS Educação

Foi-se o tempo em que, às meninas, era reservado apenas o papel de princesas dos contos infantis. Nas modernas estórias para crianças, cada vez mais se observa personagens femininas repletas de opinião: menos princesas indefesas em busca de um príncipe encantado; mais adolescentes com atitude e personalidade.

Se a sociedade e a escola cobram um maior protagonismo dos alunos – para que sejam os personagens principais de sua formação – as mulheres no geral observam, com otimismo, um interesse crescente nas pautas que lhes são mais caras: igualdade de direitos, equiparação salarial, aumento na representatividade política, igualdade de gênero, entre tantos outros temas relevantes.

Mulheres pioneiras

Mas nem sempre foi assim. Por muito tempo tivemos personagens frágeis, meninas indefesas, princesas em busca de aprovação dos pais ou do amor de suas vidas. Exemplos não faltam: temos Cinderela, Rapunzel, Branca de Neve, entre muitas outras; Pocahontas e até Ariel, a pequena sereia.

Entretanto, desde o início do século 20, tivemos autoras em diversas partes do mundo já preocupadas com a questão feminina. Mulheres que não se sentiam representadas nas estórias infantis, ou que pretendiam, com isso, deixar um legado para seus filhos repleto de exemplos mais progressistas. Foram estas autoras, e até mesmo alguns autores homens, que ajudaram a moldar as primeiras personagens infantis: são heroínas subversivas de livros que as crianças amam até hoje.

A revolução começou

Um dos primeiros exemplos foi a personagem Pippi Meialonga (ou Pipi Longstocking, no título original), criado pela escritora sueca Astrid Lindgren – uma mãe adolescente e solteira, nascida em uma comunidade religiosa e conservadora dos anos 1920. O trabalho dela inspirou, muitas décadas depois, o surgimento de vários exemplos bem-sucedidos, como o brilhante “Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes. Cem fábulas sobre mulheres extraordinárias.”, da dupla Elena Favilli e Francesca Cavallo.

Para além da literatura e do cinema, os desenhos já trazem diversas heroínas que a molecada adora. Entre elas estão “Miraculous: As Aventuras de Ladybug”, Mabel Pines, da série “Gravity Falls”, a Princesa Merida, do filme “Valente”, entre tantas outras. Em comum entre todas elas está o desejo e mostrar que meninas podem ser qualquer coisa além de apenas princesas indefesas.

Fotos: Divulgação

 

 

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