Universidade dos EUA cria bolsa de estudos em homenagem a Marielle

Por SOMOS Educação

A tradicional Universidade Johns Hopkins, localizada na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos, resolveu homenagear a vereadora carioca Marielle Franco, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que foi morta neste ano no Rio de Janeiro. A instituição criou uma bolsa de estudos que leva o nome dela.

A “bolsa de estudos Marielle Franco” é destinada aos alunos que tiverem interesse em desenvolver pesquisas nas áreas de justiça social e de direitos humanos na América Latina. O benefício faz parte do Programa de Estudos Latino-Americanos (LASP) da Escola de Estudos Internacionais Avançados (SAIS) da universidade e será concedido anualmente.

Fundada em 1876, a Universidade Johns Hopkins é reconhecida como o primeiro centro de pesquisas dos Estados Unidos. Lá, foram feitas descobertas notáveis da história da ciência, como por exemplo a identificação do gene causador do câncer de cólon. A instituição também é responsável por garantir a aterrissagem do primeiro foguete em um asteroide.

 

Marielle: mulher, negra e “cria da Maré”

Marielle Franco nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de julho de 1979. Cresceu em uma favela do Complexo da Maré, no subúrbio carioca. Socióloga formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e com mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), iniciou a militância em direitos humanos após perder uma amiga, vítima de bala perdida, em um tiroteio entre policiais e traficantes.

Antes de entrar para a política, trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Foi assessora parlamentar do deputado estadual Marcelo Freixo por dez anos, tendo coordenado a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Em 2016, foi eleita vereadora com 46.502 votos, a quinta maior votação.

Na Câmara Municipal, atuou na defesa dos direitos dos negros, da comunidade LGBT e das mulheres, tendo sido presidente da Comissão da Mulher. Denunciava constantemente casos de violência policial contra moradores de favelas. Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados a tiros no dia 14 de março. Quase nove meses depois, o crime continua sem solução. As autoridades brasileiras responsáveis pela investigação esperam concluir o caso até o final do ano.

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Fotos: Depositphotos e Reprodução/Instagram

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