Viajar no tempo é possível para a ciência?

Por SOMOS Educação

A possibilidade das viagens no tempo é uma ideia fascinante para a humanidade. Inclusive, é um conceito muito explorado em ficções, como no famoso filme dos anos 1980 “De volta para o futuro”, e na série britânica “Doctor Who”. O quão determinante para o curso da história seria mudar uma pequena coisa ao voltar para o passado?  Seria mesmo tão interessante ver como estará o mundo daqui a alguns anos? Para a ciência, independente dessas respostas, a curiosidade sempre é preciosa.

Pôster do filme "De volta para o futuro"
Pôster do filme “De volta para o futuro”

O próprio conceito de tempo é complexo. Medir as horas e os dias é uma forma organizável de lidar com a vida e suas dimensões. O tempo também dita o significado para a experiência humana: as origens, os fins, a linearidade e os ritmos de cada coisa e criatura existente. Diante disso, ao lidar com a possibilidade de viajar no tempo se faz necessário uma grande pesquisa interdisciplinar, na qual se deve levar em conta questões da física, da filosofia e sobre a natureza da realidade.

Viagem no tempo e o ‘paradoxo do avô’

Um argumento muito utilizado nesse assunto é o clássico “paradoxo do avô”. Trata-se da seguinte situação: se um indivíduo voltasse no tempo, esta pessoa teria a possibilidade de matar os próprios avós e, dessa forma, seria impossível ocorrer o nascimento deste viajante do tempo. Como ele poderia voltar ao ‘presente’ se nunca nasceu? É o que tornaria a viagem no tempo uma improbabilidade.

Um contra-argumento a esse paradoxo seria a impossibilidade que a realidade poderia impor contra o ato de matar os avós: eventualmente a arma poderia errar os alvos ou não ter munição, dentre outras inúmeras possibilidades que evitariam este processo.

Existe também a teoria do ‘multiverso’, em que qualquer mudança feita por algum viajante do tempo criaria diversos universos paralelos à nossa realidade “original”. Ou seja, nada pode ser alterado, pois tudo pode acontecer em infinitos universos alternativos.

Ciência na prática

Recentemente, pesquisadores do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou em parceria com colegas dos Estados Unidos e da Suíça fizeram uma partícula voltar no tempo com a ajuda de um computador quântico.  O grupo de pesquisadores também calculou a probabilidade de um elétron no espaço interestelar vazio viajar espontaneamente de volta ao seu passado recente.

Ainda de acordo com as leis da física, não há distinção entre o futuro e o passado: um exemplo clássico seria observar a colisão de duas bolas de bilhar por diferentes perspectivas – não seria estranho se o impacto for visto de trás pra frente, já que o evento não altera o sentido do tempo.

Tempo é um conceito complexo
Tempo é um conceito complexo

De acordo com o que se pode conhecer, as descobertas científicas até hoje não criaram máquinas do tempo e não há nada efetivamente comprovado para este fim. Vale a curiosidade, que se faz ciência, que se faz vida.

O filme “De volta para o futuro” está disponível no serviço de streaming Netflix: https://www.netflix.com/br/title/60010110

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Fotos: Depositphotos
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