Projeto promove a inclusão e respeito às diferenças

Por SOMOS Educação

É de Osasco (SP), que vem este lindo projeto relatado nas próximas linhas, realizado com o objetivo de trabalhar as diferenças e a inclusão social.

Desenvolvido pelo Colégio Prisma, o projeto “Eu não conto cromossomos”, envolveu os alunos dos 6º e 8º anos, através de estudos sobre as características das doenças genéticas associadas às deficiências por elas geradas, bem como com a inclusão social de portadores desses males.

Quem conta detalhes dessa linda iniciativa é a professora Carla Polis Sperandio. “Enquanto os alunos do 8° ano estudavam as doenças genéticas, os alunos do 6° ano montaram um grande painel em tecido, onde gravaram suas impressões digitais com seus respectivos nomes, e escreveram uma poesia do Bráulio Bessa que fala, justamente, sobre as diferenças”.

Depois de pronto, o painel foi exposto e os alunos de ambas as séries se reuniram para discutir sobre suas experiências com deficientes genéticos. “Algumas perguntas eu direcionava, como por exemplo, você acha engraçado uma pessoa possuir os pés para trás como o curupira? Mediante a resposta, alunos que estudaram essa síndrome explicavam as características genéticas e as consequências físicas desenvolvidas por ela”, descreve a professora Carla.

O resultado de toda essa conversa foi surpreendente. “Diante dos questionamentos, os alunos perceberam que por muitas vezes excluíam pessoas por serem diferentes de si. Pior, não olhavam com um olhar de amor para as diferenças e, ainda assim, cobravam inclusão da sociedade”, revela Carla.

Alunas contam a experiência com o projeto pedagógico. Clique para reproduzir.

Depois das discussões, foram gravados depoimentos de alunos que tinham experiências com doenças genéticas na família, bem como depoimentos de alunos que praticaram o bullying por não entender a diferença e que disseram não fazê-lo novamente. Carla Sperandio ressaltou a importância desse desfecho: “Ao final de cada depoimento, os alunos recitavam uma frase do poema descrito no painel, que assim dizia: devemos amar o diferente, afinal, que graça tem amar uma cópia da gente. Os vídeos terminavam sempre de forma emocionante, com o depoente ovacionado pelas turmas”.

Todos os depoimentos foram divulgados nas redes sociais da escola e tiveram mais de mil compartilhamentos.

Alunos relatam aprendizado da iniciativa. Clique para reproduzir.

Os alunos pediram para divulgar no colégio todo e então, através de revezamento entre eles, enquanto uns seguravam o painel, outros explicavam sobre as doenças genéticas mais comuns com as quais podemos nos deparar na sociedade e no ambiente escolar, e sobre como devemos nos comportar diante disso.

“O resultado desse belo projeto foi muito legal! Houve interação entre classes, de forma muito dinâmica e rica, o que gerou mais respeito e amizade entre os alunos. A iniciativa rendeu tanto assunto que acabou sendo compartilhada para toda a comunidade escolar”, comemora a professora.

 

Como fazer na minha escola:

Construa um painel que fale sobre as semelhanças e, principalmente, sobre as diferenças entre as pessoas. Promova uma discussão sobre piadas elaboradas em cima das diferenças físicas e intelectuais das pessoas e correlacione com a inclusão social.

Aproveite a exploração do tema para gravar depoimentos dos alunos contando suas experiências e divulgue esse rico material nas redes sociais da escola. Não só os vídeos, como o painel, que promove a inclusão social e o respeito entre diferentes.

Foto: Shutterstock
Vídeos: Colégio Prisma
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6 comentários em “Projeto promove a inclusão e respeito às diferenças

  • 28 de janeiro de 2018 em 12:10
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    Eu tenho um filho com Síndrome de Down hj ele tem 36 anos, na época em que ele nasceu foi muito difícil para nossa familia, pôs as pessoas olhavam com indiferença para essas crianças, mas graças à Deus, a nossa família e o amor que temos por ele não foi muito difícil incluí-lo entre nossos amigos de trabalho e os amigos do nosso filho mais velho que na época estava com 4 aninhos apenas, hj ele convive em casa com a família, mas participa de tudo,qnd saímos para almoçar, jantar fora, aniversário de amiguinhos, viagens, vai até pra academia comigo e é muito bem aceito, agradeço muito à Deus pelo filho que ele nos deu e por ter muita saúde e ser muito feliz ao nosso lado pai, mãe, irmão, cunhada, sobrinhas e amigos.
    Peço muito a Deus que esse projeto seja aceito por toda a sociedade.

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    • 10 de abril de 2018 em 17:03
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      Ednete, que bom ler sua história! A luta pelo respeito e pela inclusão é de todos. Parabéns pela força e pelo amor por sua família! Seu filho é especial e nós da Rede de Experiências mandamos um abraço apertado nele <3

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  • 30 de janeiro de 2018 em 12:52
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    Excelente projeto
    Parabens!!!!

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  • 26 de abril de 2018 em 17:29
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    Parabéns, excelente Projeto! São iniciativas assim que a Educação necessita! Achei mto interessante a abordagem em forma espiral com o conteúdo interclasse, interagindo do 6º ao 8 ºano, visto que a aprendizagem se dá exatamente assim, indo e vindo, somando e compartilhando! É um Projeto inspirador à nossa escola, visto que trabalhamos com a inclusão em todos os aspectos: sociais, emocionais, comportamentais, físicas, entre outras. Sucesso a todos!
    Abraços,
    Lidiane Marques de Souza Moraes
    Diretora Pedagógica
    Instituto Educacional Marques Moraes

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    • 2 de maio de 2018 em 16:41
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      Certamente, Lidiane! O projeto deixou todos nós extremamente inspirados também!!!

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