Novas experiências em sala de aula

Por SOMOS Educação

Somados 40 anos de atuação na educação tradicional e de qualidade, o Colégio Lavoisier, de Aracajú (SE), tem experimentado novas formas de educar com a introdução de novas metodologias de ensino e aprendizagem. Uma das vivências promovidas pelo colégio e que marcam esse momento de transformação foi através do projeto “Educação Hibrida: Uma experiência com o modelo de rotação por estações”.

O projeto envolveu os alunos do 9º ano do ensino fundamental e o foco foi conhecer o perfil de aprendizagem desses estudantes na disciplina de Biologia, ministrada pela professora Isabel Chagas. “Mais do que isso, buscamos transformar o espaço da sala de aula, o deixando mais convidativo, com alunos protagonistas no processo de ensino e aprendizagem, e tendo o professor como orientador, mediador”, explica Maria Izabella Matos Santos, do Colégio Lavoisier.

Novas configurações de sala

Para aplicar o projeto, depois de apresentar aos alunos a metodologia e o roteiro da aula, a professora dividiu a sala em seis estações, sendo cada uma ocupada por grupos de cinco alunos. Em cada estação era apresentado o suporte pedagógico para que os estudantes realizassem a atividade, incluindo tecnologias digitais conectadas à internet.

“As estações eram independentes, não sendo necessária seguir uma ordem de numeração, e todos os alunos deveriam passar por todas as estações”, descreve a professora.

As tarefas

Definidas a partir da Teoria das Inteligências Múltiplas, proposta pelo psicólogo Howard Gardner, as tarefas nas estações consistiam em: linguística, musical, lógico-matemática, corporal-cinestésica, espacial, naturalista, intrapessoal e interpessoal.

A professora detalha: “cada estação tinha o objetivo de desenvolvimento de uma inteligência. Já as inteligências intrapessoais e interpessoais foram desenvolvidas em todas as estações, pois tratava das emoções no momento da realização das tarefas e da relação entre os colegas. Importante destacar também que todas as estações se inter-relacionavam, sem que necessariamente focassem uma única inteligência por estação.”

Depois de todos os alunos terem passados por todas as estações, a aula foi finalizada com a aplicação de um formulário do Google Docs. Por ele, a professora conseguiu avaliar os resultados da aprendizagem e também fazer o fechamento do conteúdo.

“Tivemos 100% de aprovação dos alunos na experimentação dessa metodologia. O rendimento da turma foi acima de 70%”, celebra a professora, que aprovou a nova experiência de aprendizagem.

“O grande impacto positivo foi a aceitação dos estudantes, além do engajamento e a personalização do ensino de acordo com a melhor aprendizagem dos alunos envolvidos. A inovação em sala de aula, o incentivo à pesquisa e a formação do docente de forma continuada para a introdução de uma educação de qualidade e inovadora foram outros pontos marcantes desse projeto”, reforça Maria Izabella Matos Santos, do Colégio Lavoisier.

Como fazer na minha escola:

Primeiramente, o corpo docente deve estudar e preparar-se para inovar em sala de aula;

Depois, é preciso apresentar a metodologia para os alunos, bem como o roteiro que será seguido nessa atividade especial;

A aula deve ser roteirizada de acordo com a fundamentação teórica;

O passo seguinte é separar os alunos por grupos e por estações e, então, partir para a experimentação de fato.

Para ver outros projetos de destaque na educação navegue em https://www.rededeexperiencias.com.br/na-pratica. E se sua escola também promove e incentiva a participação dos alunos em projetos incríveis, compartilhe conosco em https://bit.ly/2HRdQQ7

Fotos: Colégio Lavoisier

 

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