Uma ideia e muita atitude na cabeça

Por SOMOS Educação

A meta era trabalhar o tema “Pluralidade Cultural”, proposto para 2018 pelo Sistema Maxi de Ensino. Foi aí que o Instituto Educacional Emmanuel, de Cajamar (SP), através da criatividade e sensibilidade de sua professora Astried elaborou o projeto “O cabelo de Lelê” para a sua turminha do Pré. O projeto, literalmente, mudou a cabeça das crianças.

O enredo dessa história é puxado pela Lelê, uma menina que não gosta do que vê. “De onde vem tantos cachinhos?”, ela vive a se perguntar. E a resposta é encontrada num livro, em que descobre sua história e a beleza da herança africana.

“Por meio dessa contação de história, objetivamos promover a reflexão das crianças sobre as diferenças que existem entre as pessoas. Também focamo na eliminação de preconceitos e na valorização da vida, destacando a necessidade que todos (as) têm em serem aceitos (a) nos grupos em que participam”, explica a coordenadora da escola, Paula Graciela Souza de Santana.

Fazendo a cabeça dos alunos

Para abordar nas atividades as muitas diferenças que todos nós podemos apresentar, como na religião, no aspecto físico, na raça, nas virtudes e na posição social, a professora Astried iniciou a contação da história de Lelê. Porém, não foi uma contação qualquer. A professora confeccionou uma peruca de meia calça e papel rococó para cada criança. Assim, todos puderam ter o lindo cabelo de Lelê.

Com toda essa originalidade e cuidado, é claro que o resultado da história não poderia ser outro, senão um grande sucesso. Todas as crianças se sensibilizaram com a linda história de Lelê. E mais do que, literalmente, fazer a cabeça dos alunos com as perucas, a professora provocou encantamento ainda maior ao trazer para sala de aula uma linda boneca com todas as características de Lelê, por ela mesma confeccionada.

Viver, experimentar e aprender

A boneca permitiu que o contato das crianças com Lelê e com sua história fossem ainda mais intensos. A turma pode pegar Lelê nas mãos e sentir de perto a sua história e suas características.

Após a contação, a professora aprofundou o tema. Para isso, conversou com a turma sobre as diferenças existentes entre as pessoas. Todos puderam falar e dar a sua opinião. Algumas crianças se identificaram com alguma característica da personagem e teve até quem se comparasse com algum familiar ou com outro amiguinho da escola.

“O projeto deu tão certo que se estendeu. Lelê, então, começou a fazer parte das famílias. Toda semana uma criança era sorteada para levar a boneca Lelê para casa, juntamente com o livro, disseminando com parentes e amigos de fora da escola a história da nossa personagem”, destaca a coordenadora da escola.

A boneca Lelê visitou muitos lugares, se aventurando por todas as casas por onde passou. O resultado foi um lindo livro de registros com fotografias e escrita de sua passagem pelos lares.

O Instituto Educacional Emmanuel deu sequência ao tema e aproveitou o sucesso da contação da história de Lelê para contar outras histórias, como Menina Bonita do Laço de Fita; O Patinho Feio; A Cor de Caroline; e Tudo Bem ser Diferente.

“Olhando para todo o processo vivido com nossos alunos, podemos ver que o mais significativo a todos foi descobrir que o mundo só tem graça porque somos diferentes e que não importa nossa cor, nosso cabelo, nosso jeito de falar ou de vestir-se. O que importa é o respeito com o nosso próximo. E isso foi conseguido com o projeto que se encerrou, mas com a riqueza do aprendizado mantida”, celebra Paula.

A coordenadora conclui, destacando o potencial do projeto: “hoje, sentimos nossos alunos mais próximos uns dos outros e com grande respeito consigo e com o outro. Ensinar aos alunos os conteúdos rotineiros é nosso dever, mas ensinar a vida e seus valores, esse sim é o grande desafio de um profissional da educação. É nesse desafio que mora a paixão pelo o que fazemos.”

Como fazer na minha escola:

Para iniciar o projeto, é preciso providenciar o livro “O cabelo de Lelê”.

Depois, solicitar aos pais ou a escola os materiais necessários para a construção da peruca de Lelê, que pode ser feito com meia calça e dois pacotes de rococó preto.

A professora deve confeccionar a peruca com antecedência para que no dia da história todos possam usar.

A boneca também deve ser confeccionada. Uma artesã consegue fazer através das imagens do livro.

A professora também deve criar uma ficha para que os pais registrem a visita de Lelê em suas casas. Nessa ficha, você pode solicitar que os pais registrem como foi “viver com a Lelê” na semana e também pode deixar espaços para fotografias.

O projeto encerra-se após todos levarem Lelê para casa. Então, a professora encaderna as fichas e encerra o projeto com uma despedida para Lelê.

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Fotos: Instituto Educacional Emmanuel
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Um comentário em “Uma ideia e muita atitude na cabeça

  • 1 de novembro de 2018 em 14:52
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    Parabéns Tia Astried e Coordenadora pedagógica Paula! O projeto fez muito sucesso entre os alunos!

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