Liderança em destaque

Por SOMOS Educação

Trabalhar a liderança já faz parte da rotina do Colégio Ser, de São Paulo. Porém, dada a importância do tema, o colégio resolveu buscar aprimoramento. Foi com essa motivação que realizou a Oficina de Ferramentas OLEM (do programa internacional socioemocional Líder em Mim). O projeto envolveu toda a equipe escolar, desde a educação infantil até o ensino médio, com professores e auxiliares de classe, coordenadoras pedagógicas, além de orientadora e diretora pedagógica.

O objetivo da oficina foi abordar as funcionalidades do caderno, bem como das ferramentas de liderança contidas no programa OLEM, recursos que podem ser utilizados para otimizar, dinamizar e engajar a liderança de professores e alunos.

“Nós já temos trabalhado com as ferramentas e cadernos de liderança em nosso colégio, mas notamos que muitas vezes algumas funções ou nomenclaturas não eram reconhecidas ou até mesmo algumas não eram exploradas em todo o seu potencial”, explica Fabiana Pereira de Santana, professora do Colégio Ser.

Vasto material de liderança

Para a oficina, junto com Fabiana, a professora Cláudia Maria dos Santos Kawakami preparou vasto material. Teve folha impressa conceitual de cada ferramenta disponível no site do OLEM, slides, além de material para confecção dos trabalhos em grupo.

A equipe do marketing do colégio também se envolveu na oficina e ajudou a produzir, em um layout todo personalizado, um kit para confecção dos cadernos de liderança, ferramenta tão importante no processo de identificação dos hábitos ligados à aprendizagem socioemocional. “Esse material auxilia não só os alunos, como também nossos colaboradores, pois se apropriam dos hábitos e estabelecem um recurso de registro e metas”, destaca a professora Fabiana.

Para o Caderno de Liderança, foi disponibilizado por impresso a árvore dos 7 hábitos, acompanhada da missão do colégio e de informações sobre como fazer uma missão pessoal, entre outros conteúdos que, ressalta Fabiana, “serviram para auxiliar no uso das ferramentas, das quais os colaboradores comporão ao longo dos dias seus principais registros e conquistas pessoais e pedagógicas.”

Dinâmica da oficina

Para começar a oficina, foram distribuídos cadernos e kits para a confecção personalizada de cada caderno de liderança dos colaboradores.

Após a distribuição, cada uma das 14 ferramentas do programa, incluindo gráficos e fluxogramas, foram apresentadas. Para isso, cada professor tinha em mãos material com os conceitos básicos sobre a ferramenta e imagens ampliadas e conceituais, além de imagens reais de atividades pedagógicas em que cada ferramenta foi utilizada. “Esse material foi excelente para que todos pudessem contextualizar e visualizar as possibilidades de aplicação de cada ferramenta”, explica Fabiana.

Na segunda etapa da oficina, os professores se dividiram em grupos. Cada grupo sorteou uma folha em tamanho A4 com uma imagem conceitual de uma ferramenta, para montar um projeto, e uma folha A3, além de giz de cera, canetão e canetinha, para exemplificar o uso dessa ferramenta.

Ao final, cada grupo apresentou seu trabalho aos demais colegas, explicando como chegou naquele resultado e como seria possível aplica-lo em sala de aula.

“A oficina foi muito proveitosa. Percebemos um alto índice de colegas satisfeitos e até ansiosos pela próxima oficina. Todos acharam o conteúdo trabalhado muito útil e prático para ser utilizado em sala de aula. Ficamos extremamente felizes com o resultado alcançado”, comemora a professora do colégio, Fabiana Pereira.

Os trabalhos e ferramentas produzidas na oficina foram expostas na sala dos professores. Assim, os colaboradores do colégio que não puderam participar do evento poderiam ver o material, assim como aqueles que participaram também pudessem ver e lembrar dos conceitos trabalhados.

Como fazer na minha escola:

– Identificar quais as reais necessidades da equipe: quais ferramentas usam mais e quais usam menos;

– É importante verificar quais professores ou colaboradores podem ser os facilitadores de uma oficina como essa, pois eles ficarão responsáveis por preparar todo o material, tanto impresso, quanto para confecção das ferramentas;

– Preparar slides que exemplifiquem os conceitos de uso de cada ferramenta, colocando práticas reais, que podem vir da própria escola, para contextualização de uso e valorização do trabalho dos colegas;

– Agendar com antecedência para que o máximo de colaboradores possíveis possam participar da oficina e da dinâmica;

– Para a dinâmica, preferimos separar em grupos com, no máximo, quatro professores para cada ferramenta. Claro, vai da demanda de professores essa divisão, de forma que cubra as 14 ferramentas. Contudo, o ideal é que tenha no mínimo dois professores trabalhando em cada;

– O fato de as ferramentas serem sorteadas entre as equipes faz com que muitos saiam da sua “zona de conforto” e se abram para novas aprendizagens.

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Fotos: Colégio Ser

 

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